Capítulo 27

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Dean sentiu que poderia subir pelas paredes. O ômega e Castiel concordaram em ter uma lua de mel adequada, depois de todo o fiasco da cerimônia de acasalamento e dos eventos que aconteceram depois. Ele nunca havia estado com um alfa daquela maneira antes e a ajuda de Gabriel, quando Dean estava no calor, não conta exatamente como sexo em si. E Gabriel não fez nada mais do que tocar o jovem e usar um consolo, para dar-lhe algum alívio. Castiel dispensou todos os empregados, para ficar a sós com o seu companheiro, com exceção de Elkings, que fora mandado para o supermercado para comprar mais mantimentos e ficara a cargo de servir todas as necessidades do casal.

Era a hora do jantar, Dean olhou para o seu companheiro do outro lado da mesa e piscava e corava, de forma adorável. Castiel percebeu a aparência de Dean e riu, baixinho. O alfa sentiu seu peito se encher de orgulho por ter aquele lindo ômega como seu. Ele evitou o pensamento de que quase o perdeu por causa de sua própria estupidez, e Castiel estava disposto a compensar Dean por todos os erros que ele cometeu, e ele faria isso direito.

"Está tudo bem, Dean?" Cas não pôde se ajudar, ele provocou um pouco o ômega, embora ele também estivesse ansioso para tocar seu companheiro e finalmente reinvindicar o que era seu por direito.

"S-sim..." O ômega corou ainda mais, desta vez ele corava até a raiz do cabelo.

Cas segurou o riso que ameaçou irromper por sua garganta, ele não queria deixar o ômega ainda mais desconfortável do que já estava. Dean era adorável! O alfa se levantou e foi até o outro lado da mesa, onde sentou-se ao lado de Dean e o tranquilizou, ele já tinha terminado de comer, de qualquer maneira. Castiel acariciou o rosto do ômega, que derreteu sob o seu toque.

"Vai ficar tudo bem, amor. Eu não vou te machucar, eu prometo."

"Eu sei, Cas. Eu confio em você."

Castiel se aproximou e deu um leve beijo nos lábios de Dean. "Eu fico feliz em ouvir isso, meu ômega."

Castiel passou a alimentar o ômega, com carinho explícito em seus olhos, enquanto arrulhava para Dean, que aceitava de bom grado o alimento oferecido. Quando o ômega terminou de comer, Castiel se levantou e ofereceu a mão para seu companheiro, antecipação evidente em seus olhos azuis de oceano. Dean pegou a mão oferecida e se deixou ser puxado para os braços de seu alfa, ele colocou o rosto na glândula de cheiro no pescoço de Castiel e respirou o cheiro de sândalo e grama fresca de seu companheiro.

Cas se afastou sem soltar a mão de Dean e começou a puxar seu ômega pela casa até chegarem ao quarto de Castiel, onde o alfa o puxou em seus braços, novamente e beijou Dean, quando chegaram à porta do quarto.

Castiel sentiu a excitação no perfume de Dean, apesar de estar misturada com nervosismo. Seu alfa interno ficou agitado (Tomar! Reinvindicar! Meu Ômega!), instando-o a tomar o seu lindo companheiro e o alfa não poderia concordar mais. Castiel começou a soltar feromônios calmantes em seu perfume para ajudar a acalmar o jovem e percebeu que Dean começou a relaxar visivelmente.

O alfa se afastou e acariciou o rosto de Dean com ternura. Ele disse com a voz rouca: "Eu te amo, meu ômega."

Dean suspirou, em contentamento. "Eu também te amo, Cas."

Castiel abriu a porta e puxou Dean para dentro do quarto e para perto da grande cama de casal. O alfa olhou para o seu companheiro e não pôde deixar de admirá-lo, não pela primeira vez. Dean estava com as bochechas rosadas e seus lindos lábios vermelhos estavam inchados pelo beijo. Castiel se aproximou e começou a tirar a roupa de seu companheiro, ainda soltando feromônios calmantes e absorvendo cada centímetro da pele de Dean que era exposta aos seus olhos. A constelação de sardas em contraste com a pele pálida era de tirar o fôlego e Castiel sentiu vontade de mapeá-las. Assim que a última peça de roupa caiu no chão, Dean corou ainda mais, como se fosse possível e desviou o olhar, o nervosismo no perfume do ômega voltou a ficar evidente.

O Vínculo (Destiel)Onde histórias criam vida. Descubra agora