12 | O Cantor

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Seungmin organizava algumas bebidas com destreza na prateleira, observando as pessoas que entravam e saíam da boate, uma música eletrônica tocando ao fundo, as vozes em em uníssono impediam que qualquer um entendesse uma conversa sequer presente ali

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Seungmin organizava algumas bebidas com destreza na prateleira, observando as pessoas que entravam e saíam da boate, uma música eletrônica tocando ao fundo, as vozes em em uníssono impediam que qualquer um entendesse uma conversa sequer presente ali.

A apresentação estava prestes a começar, mas Seungmin ainda não tinha ideia do que de fato o guitarrista estava planejando fazer. De certa forma, a expectativa crescia dentro dele, mesmo sabendo que as ideias de Jisung na maioria das vezes eram absurdas.

Então, avistou um conhecido entrando na boate, acompanhado de outro homem. Era o suposto amigo de Jisung, e Seungmin se lembrava bem dele, Jeongin havia passado horas conversando com o homem em uma ocasião anterior. Aquela entrada parecia diferente. Os dois estavam mais casuais que o habitual, e isso despertou uma ponta de estranheza nele, mas decidiu ignorar por hora.

— Um uísque, por favor. — disse Minho, aproximando-se do bar.

— Um minuto. — respondeu o barman, indo pegar a bebida.

Enquanto aguardava, Minho dirigiu seu olhar para o palco, onde a expectativa aumentava. Logo, notou Changbin fazendo um gesto com a cabeça antes de se afastar em direção a pista de dança, provavelmente à procura de alguém.

Do outro lado da boate, Jisung resmungava sozinho assim que viu de longe a chegada do assassino, enquanto afinava sua guitarra

— Aquele maldito me paga. — murmurou para si mesmo, seus olhos fixos no instrumento. — Certeza que o planinho dele é fingir que somos amigos para me matar sem levantar suspeitas quando for interrogado.

Foi então que um riso ecoou ao seu lado.

— Resmungando sozinho como um maluco? — provocou uma voz familiar.

Jisung lançou um olhar fulminante na direção do intruso e voltou a se concentrar na afinação da guitarra.

— Parece bem despreocupado pra quem tá correndo risco de vida. — ele continuou.

— Na verdade, eu não tô nem aí mesmo.

— Sabe por que você não pode fazer nada contra mim? Ou por que seu priminho veio até mim quando achou que não podia mais fazer nada contra você? — o assassino encostou na parede, seus olhos fixos em Jisung. — Porque até mesmo o governo e a polícia já me pagaram para matar alguém.

Ele deu um passo à frente, aproximando-se do guitarrista que permaneceu ocupado.

— Ou seja, eu sou praticamente um assassino legalizado dentro desse país. — ele riu com escárnio.

Jisung não recuou nem uma polegada, sua expressão continuava a mesma. Ele apenas se manteve concentrado na guitarra, ignorando as provocações do homem à sua frente.

— Tá, quer palmas? — ele disse por fim assim que terminou sua tarefa. — Sabe porque você foi a última opção do meu primo? — se aproximou, um sorriso sarcástico dançando nos lábios. — Porque nenhum assassino conseguiu meter uma bala sequer em mim. — esbarrou de propósito no braço do assassino, subindo os degraus para o palco.

MEU ALVO | m&j (EM REESCRITA)Histórias para pegar e não largar. Descubra agora