15 | O Passado

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Minho se mantinha de costas contra o balcão da cozinha, observando Jisung, que ainda estava na sala, seus braços cruzados marcando cada curva dos músculos na camisa branca que vestia

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Minho se mantinha de costas contra o balcão da cozinha, observando Jisung, que ainda estava na sala, seus braços cruzados marcando cada curva dos músculos na camisa branca que vestia. Enquanto isso, Changbin preparava um café para si, sem se preocupar com a presença de Han.

— Não quero esse guitarrista aqui dentro por mais nem um minuto. — Minho disse, ainda mantendo o olhar sobre o jovem.

— Então vai lá.

Minho riu indignado, a língua passando pela bochecha. 

— Você que colocou ele aqui dentro, então também vai tirar.

Changbin despejou o café em uma caneca, fingindo não dar ouvidos.

Minho o olhou, notando a falta de interesse de Changbin.

— Não quero ele aqui. Eu só o ajudei porque queria ver se tinha algum envolvimento com o mascarado.

— E agora que sabe?

— Para de mudar de assunto. — Minho o olhou sério. — Tira logo esse guitarrista daqui.

Minho caminhou para fora da cozinha, seguindo para trás do sofá onde Jisung estava.

— Quando eu me livrar desse mascarado, o próximo da lista será você. — Minho declarou perto do ouvido do guitarrista, a voz baixa e carregada de uma seriedade inquietante.

Jisung virou-se para encará-lo, um sorriso sarcástico dançando em seus lábios. O brilho travesso em seus olhos denunciava uma confiança que só aumentava a tensão entre eles.

— Promessa é dívida. — ele respondeu, mantendo o olhar firme nos olhos de Minho, desafiador.

Minho ficou ali por alguns instantes, os dois trocando olhares como se uma batalha silenciosa estivesse acontecendo. A intensidade do momento fez com que Jisung sentisse um frio na barriga. Finalmente, Minho se afastou, dirigindo-se para o corredor que sempre fora evitado. A expressão do guitarrista mudou instantaneamente, ele observou o assassino desaparecer na penumbra como se estivesse assistindo a um filme de terror que não queria ver.

Changbin permaneceu na cozinha, seu olhar fixo no guitarrista enquanto a preocupação crescia dentro dele. Ele não podia ignorar a inquietação que emanava daquela situação. Com passos rápidos, aproximou-se de Jisung e falou em um tom grave.

— Nunca, em hipótese alguma, pergunte para ele porque esse corredor é proibido ou entre nele. — sua voz era firme e carregada de um aviso sincero. — Todos os que fizeram essa pergunta… 

Jisung arqueou uma sobrancelha, intrigado e ao mesmo tempo cético.

— E você sabe o porquê? — questionou, cruzando os braços em um gesto defensivo. — Bom, também não é como se eu me importasse.

Changbin respirou fundo antes de responder, seu olhar distante como se estivesse revivendo memórias.

— É melhor você ir embora. — disse ele, os músculos do rosto tensos, como se quisesse mudar de assunto. — E não se engane… ele pode parecer bobo, mas é a pessoa mais volátil que já conheci.

MEU ALVO | m&j (EM REESCRITA)Histórias para pegar e não largar. Descubra agora