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— Ai merda! — Grito de dor quando caio de bunda no chão no tatame.

— Você só sabe ficar nesse chão. — So-mun diz e eu me levanto rapidamente arregalando os olhos com raiva.

— Olha só, você é muito mais forte do que eu, seu... — Digo com raiva e So-mun só ria.

Já havia se passado três dias desde que comecei meu treino, eu vinha pro galpão de manhã e voltava só de noite dolorida e com sono pra casa.

So-mun é muito forte e isso me deixava frustrada por que eu sempre era derrubada no chão.

— Você precisa ter mais equilíbrio nos pés. — So-mun diz.

Bufo e bato meus pés fortemente no chão e logo indo pra cima dele, So-mun defende meus ataques e me derruba no chão novamente me fazendo grunhir de raiva enquanto o mesmo sorria.

Puxo seus pés e o faço cair do meu lado e o mesmo se assusta me fazendo rir.

— Você se distraiu rindo do oponente, morreu! — Digo apontando o dedo em seu rosto e me levanto do tatame.

— Você deu apenas sorte. — So-mun diz e eu arqueio as sobrancelhas.

— Vem cá, quando eu vou começar a treinar minha psicocinese? — Pergunto cruzando os braços.

— Em breve, temos muito tempo ainda. — So-mun sai do tatame e vai até a cozinha beber água.

— Um mês não é tanta coisa assim. — Me sento na cadeira enquanto So-mun me traz um copo de água e eu murmuro um obrigada.

— Vai por mim, você vai aprender em menos de um mês. — So-mun diz.

Olho para meu celular em cima da mesa e vejo que já era quase uma da manhã.

— Meu deus, já é de madrugada e a gente nem percebeu, dessa vez passamos do limite. — Me levanto da cadeira e arrumo minhas coisas pronta pra ir embora.

— Ei, ta muito tarde pra ir embora daqui, é deserto e perigoso, pode ficar em um dos quartos daqui. — So-mun diz e eu o olho.

— Ahn... — Coço a garganta envergonhada. — Não precisa, eu vou embora de moto e chego lá rapidinho.

— Luna, eu insisto, é só uma noite. — So-mun diz mais sério.

— Ta bom então. — Digo pegando minha mochila e entrando no corredor e entrando em qualquer quarto.

Havia apenas uma cama de casal, uma mesa a frente e um armário.

Fecho a porta do quarto e me jogo na cama exausta.

— Estou oficialmente morta. — Digo para mim mesma esticando meu corpo dolorido na cama.

(...)

Abro meus olhos devagar e me sento na cama raciocinando onde eu estava, no galpão é claro. Pego meu celular em cima da cama e vejo o horário, já eram quase 5 horas da manhã.

Olho para meu corpo e vejo que dormi sem trocar de roupa e tomar banho, que nojo.

Pego uma roupa limpa e uma toalha e ando até o banheiro com os olhos quase fechando de sono. Jogo as roupas no vaso fechado e tiro minhas roupas sujas as jogando no chão mesmo, entro no box e ajusto para a água quente e me jogo de baixo da mesma fechando meus olhos e relaxando.

Tomo um banho calmo e relaxante e visto a roupa que levei pro banheiro, pego a roupa suja e levo comigo ate meu quarto, olho pela janela e vejo que já estava amanhecendo.

Me jogo na cama exausta sabendo que daqui a pouco acordarei para treinar.

𝐀𝐧𝐠𝐞𝐥 𝐨𝐟 𝐝𝐞𝐚𝐭𝐡 | 𝐒𝐨 𝐌𝐮𝐧 Onde histórias criam vida. Descubra agora