Capítulo 21

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(Christopher): Tudo bem?

—Sim.

(Christopher): Certeza?

—Sim, por que?

(Christopher): Não sei, é sempre bom conferir, afinal você não é de ficar tão quieta. Seus pensamentos estão uma bagunça... —Diz envolvendo minha cintura me prendendo contra ele. —Não pode mentir pra mim meu amor.

—Certo. —Suspiro. —Mas eu não consigo lidar com isso... É difícil colocar tudo em palavras, até organizar essa bagunça é difícil... Eu não esperava isso. 

(Christopher): Você precisa mesmo ter uma razão pra isso? Algumas coisas simplesmente acontecem, sem uma explicação... Nós somos uma prova disso. 

—Eu posso ficar? —Pergunto sentindo meus olhos arderem... Eu tinha tanto medo daquela resposta. 

(Christopher): É claro que pode. —Diz colocando sua testa sobre a minha. —Quando impediu que ele te matasse, Asfhymor deixou claro que você pertence a esse mundo, assim como ele te pertence. Você sente o chão pulsando, ouve as árvores, você faz parte disso. Você sente coisas que nem todos nós sentimos. Eu ainda não sei o que Asfhymor quer de você, mas você é aceita por esse mundo. 

   Acabei com a nossa distância nos juntando em um beijo apaixonado. Suas mãos acariciavam minha cintura, e as minhas percorreram o caminho de seus braços até sua nuca onde eu alisava alguns de seus fios. 

(Christopher): Não pensa que eu esqueci do que você fez. Ainda vamos conversar sobre isso. 

—Mas agora precisamos resolver o que vai acontecer com os reis. 

(Christopher): Vamos. —Diz me puxando pela mão pra fora do quarto. 

   Descemos as escadas até a sala de reuniões, os representantes das duas cortes estavam presentes, além da Ayla que era nossa conselheira real. Ele se sentou na mesa e os dois representantes curvaram levemente suas cabeças. A reunião começou e demorou algumas horas pra terminar. 

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   As sentenças haviam sido resolvidas, e por segurança as barreiras entre Asfhymor e o mundo mortal foram fortalecidas, Asfhymor havia me aceitado como sua porém isso não era algo que se aplicaria a qualquer humano, afinal mesmo que não seja algo geral ainda era perigoso pra humanos, por feéricos que não aceitavam mortais, ou criaturas míticas que viviam ali por eras. 

(Christopher): Não vai sentir falta de lá? 

   Estávamos sentados embaixo da Lummis, na verdade eu estava sentada enquanto ele estava deitado com a cabeça no meu colo.

—Não. Mesmo que eu tenha passado a maior parte da minha vida lá, nunca foi algo fácil, era estressante e assustador na maior parte do tempo... Algumas pessoas não sabem como ser diferentes, nos machucam sem nem perceber... Claro que eu posso sentir falta de algumas coisas, mas seria pior não estar aqui. —Digo olhando pra árvore acima de nós. 

   As estações haviam mudado, e agora estávamos no outono, as folhas da Lummis não mudavam de cor, nem mesmo perdiam o brilho, mas algumas de suas folhas caíam, o que fazia com que houvesse um tapete fofinho de folhas luminosas, as folhas que caíam perdiam seu brilho gradativamente, era algo lindo. 

(Christopher): É um alívio tão imenso saber que está salva aqui. 

—É mesmo... Finalmente acabou. —Suspiro. 

   Ele levantou se apoiando em um dos braços ficando na altura dos meus olhos.

(Christopher): Tem uma coisa que deixamos em aberto por tempo demais.

—O que? —Pergunto voltando minha atenção pra ele.

(Christopher): Quando te contei sobre nossa linha de conexão, não decidimos o que fazer sobre isso. 

—Como assim?

(Christopher): Bem, lembra aquela vez quando me explicou como aconteciam os relacionamentos românticos dos mortais? Sobre aquela cerimônia que tinham que confirmar se era isso que queriam?

—Sim.

   Estávamos andando pela floresta como costumávamos fazer, quando ele me perguntou se eu já tinha me apaixonado alguma vez, e eu expliquei tudo sobre como era isso pros humanos. 

(Christopher): Nosso laço é a mesma coisa, ele não vai deixar de existir se você não aceitar, mas se aceitar é como se ele se encaixasse em você pra sempre. O que você quer? Você pode pensar por quanto tempo quiser. 

—Você faz parecer que eu escolheria outra coisa... Mesmo que eu pensasse por anos, eu não acho que encontraria nem um motivo sequer pra não aceitar. Acho que eu não seria capaz de não aceitar. 

(Christopher): Tem certeza? Você sabe que eu posso ser bem super protetor ás vezes. Eu apaguei as suas memórias contra a sua vontade...

—Eu não culpo você por isso, mesmo que não tenha sido a melhor forma pra lidar com tudo isso, estávamos sob pressão, e você só queria que eu estivesse em um lugar seguro. 

(Christopher): Jura?

—Claro que sim. —Sorri.

(Christopher): Eu amo você.

   Ele segurou meu rosto e o encheu de beijos até selar nossos lábios. Passei meses sem me sentir viva, sem saber o que fazer pra cessar toda agonia que eu sentia. Pode não ter sido fácil, pode ter sido doloroso na maior parte do tempo. Mas eu finalmente estava viva mais uma vez, e sabia que jamais voltaria a me sentir tão vazia. Graças a ele.






   Oii meus amores, obrigada a cada um que leu toda a história até aqui, por cada um que votou e apoiou a história mesmo que eu não tenha cumprido os horários e as atualizações direitinho como deveria e queria. Amo vocês!!

 Amo vocês!!

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