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"São quase sete." Remo falou. Severus olhou para ele sem expressão. "Aulas. Hoje é segunda-feira."

Severus estremeceu e não disse nada. Eles continuaram esperando em silêncio. De repente, a magia apareceu e desapareceu como se nunca tivesse existido. Narcisa entrou correndo pela porta, os homens logo atrás dela. Os meninos estavam dormindo. Eles pareciam pacíficos e imperturbados, mas depois conseguiram ver melhor. Seus pijamas eram pequenos demais para eles. Eles pareciam maiores e mais pesados. Draco se mexeu e abriu os olhos cinzentos.

"Bom dia, mamãe. Papai. Moony." Ele disse enquanto se espreguiçava. Ele pareceu notar a tensão deles e ficou sério. "O que há de errado?"

"Como você se sente, Draco?" Severus perguntou curioso enquanto Narcissa corria para frente, tocando-o murmurando sobre ele.

"Estou bem." Ele respondeu e fez uma careta enquanto tentava afastar sua mãe. "Querido! Acorda! Eles enlouqueceram!"

Harry se mexeu e abriu os olhos. Ele pegou os óculos e os colocou. Ele piscou para todos eles nervosamente. "O quê? Fizemos alguma coisa ruim?"

"Claro que não, estúpido." Draco o empurrou e depois voltou a tentar segurar sua mãe. "Estou bem, mamãe!"

"Como você se sente, Harry?" Narcissa virou-se para o garoto, satisfeita de que Draco estava dizendo a verdade. Ela estendeu a mão sem pensar para verificar se havia febre. Harry não recuou. Seus olhos se arregalaram.

"Estou bem." Harry disse suavemente, ainda nervoso.

"Ah, Harry." Ela sorriu e o envolveu em seus braços. "Você confia em mim agora?"

Ele acenou com a cabeça: "Você não leva Ray. Ele prometeu ficar comigo, para que eu não tenha mais medo de você."

"Tem certeza de que está bem?" Remus acrescentou suas próprias mãos enquanto as passava pelo garoto em busca de ferimentos.

"Por quê? Somfin aconteceu?" Draco exigiu, olhando para Severus em busca de respostas.

"Houve uma onda mágica e não conseguimos chegar até você. Estávamos preocupados." Ele explicou.

"Oh." Draco olhou para Harry, mas o garoto parecia bem. Um pouco envergonhado, mas nada horrível. "Estamos bem."

"Bom. Por que não tomamos café da manhã e depois vamos até Madame Pomfrey, só para garantir?" Ele decidiu. "Narcissa, encontro você lá em trinta minutos, certo?"

"Sim, Severo." Ela assentiu.

"Vou pedir o café da manhã." Remus se ofereceu e seguiu o Sonserino para fora da sala para que Narcissa pudesse vestir os meninos. Ela teve que encantar suas roupas para que elas servissem mais.

Eventualmente, eles finalmente chegaram à enfermaria. Harry estava nervoso com Madame Pomfrey tão perto dele e começou a chupar o dedo. Ele relaxou quando Severus passou pelas portas e se posicionou ao lado dele. Draco estava deitado ao lado dele na mesma cama. Pomfrey tentou separá-los, mas Draco recusou. Narcisa ainda tremia de alívio porque os meninos estavam bem e não conseguiam encontrar energia para discutir com ele. Remus assistiu tudo a poucos metros de distância.

"Eu tenho os resultados." Pomfrey anunciou duas horas depois de eles terem chegado. "Mas não tenho certeza do que fazer com eles. Por que vocês dois não vêm ao meu escritório? Remus pode cuidar dos meninos."

Severus olhou interrogativamente para o garoto que segurava sua mão. Harry sorriu e acenou com a cabeça para mostrar que estava bem. Draco já estava perguntando se Remus lhes daria passeios a cavalo. Ele assentiu e seguiu as duas mulheres até o escritório. Narcissa sentou-se rígida, tensa de preocupação novamente. Severus apenas ficou sentado pacientemente, o rosto inexpressivo e esperando.

Dores de crescimentoOnde histórias criam vida. Descubra agora