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A sala estava escura e silenciosa enquanto Moonbyul olhava para o teto; era quase meia-noite novamente. Estava tão silencioso que, quando ela fechou os olhos e escutou, pôde ouvir a respiraçāo suave que vinha do andar de cima. Ouvir a respiração de YongSun a acalmou, saber que ela estava viva e bem. Parecia bobo quando ela pensava sobre isso, ela teve pessoas durante sua vida que a adoravam como uma deusa, com certeza isso foi há séculos, mas ainda era estranho como ela ansiava persistentemente pela atenção dessa garota.

Isso a lembrou dos tempos em que ela ainda tinha sentimentos humanos, quando tinha raciocinio e não estava se afogando em um mundo de loucura cruel. Isso a lembrou de si mesma quando ela não acreditava que era apenas um monstro cruel sem salvação. YongSun era como um vislumbre de esperança que ela queria manter, uma esperança que Moon havia perdido há muito tempo.

Ela voltou sua atençāo para o relógio na parede, ela teria que se alimentar em breve. Normalmente todos os vampiros dormiam ao nascer do sol, a maioria deles não conseguia lidar com o sol e sua pele começava a queimar ou apodrecer sob os fortes raios de luz. Descendente dos antigos, Moon conseguia sair ao sol, mas isso ainda fazia sua pele coçar e eventualmente se queimar. Simplesmente não a mata tão rápido.

Ela se levantou do sofá e sentiu a garganta seca, sua visão estava ficando embaçada com a fome e a necessidade de matar. Não foi um grande problema durante aqueles duzentos anos, mas assim que a fera sentiu o gosto de sangue, tornou-se a droga mais viciante de todos os tempos. Ela olhou por entre as cortinas e olhou para o amanhecer. O sol estava quase se pondo. Quase.

Moonbyul praticamente se jogou pela porta da frente quando os últimos vestígios de sol desapareceram atrás da floresta. Ela olhou em volta e seus olhos pousaram na moto preta que ela havia "pego emprestado" ontem de um motociclista. Ela riu ao pensar que não teria que devolvê-la tão cedo. Ela tentou empurar seu maldito senso de humor de volta à mente e subiu no veiculo. O motor deu partida com um ronco forte e as luzes iluminaram o caminho de cascalho, o que lhe deu uma leve nostalgia do dia anterior. Ela conseguiu pegar a estrada com melhores habilidades do que antes, ela estava pegando o jeito.

Estradas familiares passavam enquanto ela acelerava pela floresta, o vento batia em seu rosto e fazia seu cabelo voar para trás em ondas como chamas brilhantes à meia-noite. Ela finalmente virou na estrada principal e as luzes da cidade apareceram em seu campo devisão. Ela escolheu uma entrada diferente para o centro da cidade e onde fez questão de estacionar a bicicleta longe da rua. Ela colocou as chaves no bolso depois de desligar o motor e pulou da moto, ela tinha que brincar nas sombras hoje.

Moon costumava matar por diversão e sem qualquer tipo de moralidade, ela não se consideraria inocente mesmo depois de milhares de anos, mas normalmente não ansiava por sangue como esse. Seu corpo era do tipo conservador, não desperdiçava nenhuma gota de sangue a menos que fosse necessário, o que era necessário agora porque estava tentando fechar a lacuna gigante que costumava ser seu coração parado. Ela riu da ironia; ela estava literalmente sem coração.

Ela passou por algumas ruas para ficar fora de vista e começou a andar por becos escuros, sua visão noturma despertando. A fera ficou excitada e sentiu um arrepio na espinha ao pensar em sangue fresco. Ela sabia que se isso continuasse, logo ela estaria se alimentando compulsivamente o que não era a visão mais bonita de se ver nem a situação mais fácil de encobrir. Nesta nova era tudo parecia ter olhos e ela não arriscava descobrir o que tem atrás da máscara.

Seus ouvidos captaram algumas corversas próximas enquanto ela caminhava pelo beco, ela virou à esquerda no final e finalmente se deparou com um pequeno grupo de rebeldes de rua. Seus olhos brilharam com a vista, ela teria um banquete esta noite.

***

- O QUE VOCÊ QUER DIZER COM: ELA ESCAPOU?!!

A sala do trono tinha uma tensão tão densa que era quase palpável. Todos os guardas foram expulsos da sala e agora Seulgi, muito ferida, se ajoelhou na frente de Xiumin. Ela não se atreveu a falar enquanto uma onda de medo percorreu seu corpo. Ela apenas continuou olhando para baixo.

LUXÚRIA- MoonsunHistórias para pegar e não largar. Descubra agora