Ashton, please don't tell him!

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- O teu irmão está? - ele ignora a minha pergunta.


- Não.


- Uau! Estás toda boa. - ele repara em mim e sinto os seus olhos percorrerem-me de cima a baixo.


- Dispenso os teus elogios. Agora vai embora, estou ocupada.


- Deixa-me adivinhar, estás num emcontro porque já acabaste com o Harry, ou melhor, ele acabou contigo. Uau miúda, tu não perdes tempo.


- Ashton sai agora por favor. - peço e Harry aparece ao meu lado. Merda, o meu dia não podia estar a correr melhor.


- O que é que ele faz aqui? - Harry pergunta-me e quando eu estou prestes a responder, Ashton fá-lo por mim.


- Ainda não lhe contas-te? - Ashton fica surpreendido. - Sabes, já passou uma semana, já devias ter contado.


- Contado o quê? De quê que ele está a falar? - Harry fica confuso.
- Sabes, diguemos que a tua namoradinha não é a santa que pensas, aliás de Santa não tem nada. - ele ri-se da sua piada sem piada. - É boa na cama, a sua inocência é boa para caralho e nem sabes o prazer que me deu em rasgar-lhe a virgindade.


- Ashton chega! - grito mais alto que ao pretendido e Harry olha para mim chocado.


- O que ele está a dizer é verdade? - não respondo, eu sei que mais tarde ou mais cedo ele ia saber, mas queria ser eu a contar-lhe. Merda para o Ashton, aquele filho da mãe não sabe medir as consequências do que faz. - Responde-me! - Harry eleva o tom,de voz e eu salto um pouco com o susto, ele nunca falou assim comigo, mas querias o quê que ele te chamasse de amor e dissesse que está tudo bem quando não está? Obrigadinha subconsciente por me lembrares disso.


- Sim, o que ele disse é tudo verdade. - digo encapaz de lhe olhar para o rosto, porque sei que está vermelho de raiva.


- Eu não acredito. Como é que foste capaz de me trair? Como? Sempre que eu te tentava tocar dizias que não estavas preparada e para ele preparaste-te logo? O quê que ele tem que eu não tenho? O quê que ele fez para te levar para cama que eu não tenha feito? Porquê que lhe deste a merda da tua virgindade a ele, em vez de ma dares a mim que sou o teu namorado? Ou melhor, era. - ele grita e dirigi-se ao seu carro.


- Harry por favor, ouve-me.Eu amo-te. - grito enquanto corro até ele.


- Dizer é uma coisa, sentir é outra. - ele fecha a porta do carro e acelera prego a fundo.


Lavada em lágrimas, volto para casa e encontro Ashton sentado no sofá.


- Tens cá uma lata. Fora de minha casa já! - grito e as lágrimas não param de escorrer. - Como és capaz de destruir a vida de uma pessoa, assim? O que ganhaste ao contar-lhe a verdade? - explufo enquanto ele caminha até mim.


- Ganhei exatamente o que queria. - ele aproxima-se cada vez mais e eu recua a cada paço de avanço dele, até bater contra a parede e não conseguir recuar mais.


- E o quê que tu querias? Ashton, explica-te. - elevo o meu tom de voz e ele põe as mãos ao lado da minha cabeça e sussurra no meu ouvido:


- Queria o caminho livre para poder atacar. - ele desabafa e beija-me os lábios à superfície e eu não resisto e dou-lhe uma bufetada com força. - Merda Diana, essa doeu mesmo. - ele esfrega a mão na zona atingida.


- Sai de minha casa agora. Não te quero voltar a ver nunca mais e espero que desta vez seja clara nas minhas intenções. Nunca mais. - abro a porta de casa e quando ele sai, ainda com a mão na bochecha dorida, eu deslizo porta abaixo e começo a chorar e gritar desconsoladamente.

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