- Você está louco?! Esfolou civis inocentes apenas por serem italianos?
Soava pior quando ele falava. Bem, se há um Deus, que culpem-no. A geografia terrestre seria sua culpa. Logo, isto seria sua culpa. Apenas agi como um bom cristão.
- Olha, Pepperoni... Eu não sei porque você e suas putinhas são tão apaixonados por mim, mas você escolheu jogar este jogo. Tudo o que eu estou fazendo é jogar junto. Então, vamos ser justos, eu assassino a Giustizia sem seu impedimento, você retorna inteiro a Nápoles e tudo fica bem, capische?
Tenho certeza que o Louvre adoraria expor as cabeças de seus grandes guerreiros franceses. Seria uma bela exposição, não seria?
- Grr... Macaquinho maldito...
Murmurou somente para si, talvez já esperando que eu escutasse. Não me machucava. Seu cotidiano não pode machuca-lo. Revelar minha cor talvez fosse um erro inconsequente, mas eu jamais me permitiria ser retratado como uma vadia branquela. Repulsivo. Mas, sinceramente? Foda-se essa merda. Me agachei, estralando meu pescoço, retorcendo-o, como em o exorcista. Ri baixinho, estralando meus dedos, com uma certa dificuldade pelas luvas, cerrando meus punhos. Naquele momento, meu único objetivo era quebrar o máximo de ossos que eu conseguisse.
- Vamos brincar, Gennyzia.
Logo, o primeiro veio. Um excelente atirador nazista, que quase acertou uma bala. Ainda assim...
- Lento demais.
Segurei a bala entre meus dedos, penetrando-a em quem vinha logo atrás. Sua garganta. Para o atirador, nada melhor que um tiro. Um tiro de verdade. Seus miolos estourados em meus sapatos de couro.
- Aquela ali, ela é uma gracinha. O que ela faz? Controla animais?
Chewbacca, então, lançou o reino animal, a fim de me devorar. Sem mover meus pés por um milímetro, torrei os atraentes animais. De uma vaca, que vinha entre outros, arranquei um pedaço, antes que pudesse se desintegrar. Chewbacca se encolheu com medo, contemplando o destino de seus animais. Bem, filho de peixe, peixinho é. Como sua savana, apenas um toque bastou para transforma-la em pó. Era tão fácil que parecia até piada. Aquilo realmente poderia ser chamado de luta?
- Está me entendiando, francamente...
Sempre soube que a Europa era uma completa falha geográfica, mas não seriam capazes de proporcionar uma simples batalha? Eu estava decepcionado. Não queria uma chacina, queria uma batalha. Matar não é tão divertido quando posso fazer livremente. Coloquei a mão em minha testa, observando os arredores, aproximando-me de Passione.
- Onde estão suas putas? Claw, Schneider, Ramon, aquela porra loira... Não me recordo bem.
A Giossizia não duraria por muito tempo. Foram... Cinco anos? E metade de suas putas ausentes. Até oitenta e oito não restaria ninguém além de Passione e seu pintinho. Balançando minha cabeça, ri um pouco mais alto, pendurando-me em paredes.
- Não recomendaria que continuassem aqui. Estão vendo esta bela correnteza? É ácido. Logo ela os alcançará e destruirá cada pedacinho de seus corpos de frangos. A menos é claro, que não se importem em perder.
Sua ausência era um fato intrigante, e, também, um golpe de sorte. Que permanecesse, para o resto de sua vida. Que não demoraria a acabar.
- Você não é um homem. Não possui mais que trinta anos. É um garoto louco, estúpido e revoltado. Mas sua diversão terminará logo... Eu garanto.
Ser comparado a um velho seria possivelmente a pior ofensa da minha vida. Não poderia encarar aquilo como mais que um elogio. Não digo que sou maduro demais ou ridiculamente infantil, mas posso culpar o meu pai? É o que as mulheres fazem, não é?
- Eu juro por Deus que arrancarei a sua cabeça.
Passione afirmou furiosamente, lançando-se contra mim, com suas armas exóticas. Uma gigantesca foice foi erguida, levada até o meu pescoço, mas, ops... Quebrou. Nem teve a chance de toca-lo. Como sempre, Passione e suas putas fracassavam. Sinceramente, eu desistiria e... Ah, é. Você não deve estar entendendo o que estou falando, não é? Sou realmente péssimo com explicações... Mas preste atenção. Eu não sou o tipo de cara que se gaba, mas costumava ser uma grande personalidade nos anos oitenta. Era certo que toda a América estava encantada por um menino do Queens. Minha cabeça deveria valer... Três milhões? Eram quatro ou cinco zeros. Arrancar a cabeça do "NY's Prince", como me entitularam. Ou quem sabe o meu nome de guerra... Griffith, a carnificina. Não que eu os aprove. Por gentileza, detestaria ser interpretado como um vilão dos filmes. Eu não desejava vingar algum grande amor ou dominar o universo com biscates submissas. Não havia absolutamente nenhuma ambição, era apenas... Delicioso. Sentir o sangue em suas mãos, ouvir os apelos por piedade, uma surreal dedicação a sobreviver. Delicioso... Eu não abandonaria esta sensação por nada.
- Extraordinário! Quem vem primeiro?
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Between Sex and Blood
ActionNÃO RECOMENDADO PARA UM PUBLICO SENSÍVEL!! Em um mundo repleto de caos e violência, falemos agora sobre o nosso amado protagonista Clifford Okami. Herdeiro do trono do mundo sucumbido, vulgo, aquele que deveria um dia governar o inferno. O mesmo é u...
