A algum tempo atrás, eu e Gavira brigamos, nada de muito sério, que faria com que o relacionamento acabasse; mas, estipulei uma greve, por um tempo indeterminado, uma greve que o garoto não gostou nem um pouquinho.
Greve de sexo.
O motivo da briga foi porque ele nao me escuta, eu falo 400 vezes e ele vai lá e faz o contrário.
Então, pra ele ver que o'que eu falo, faz sentido e diferença, greve, assim ele sentirá na pele.
Mas, como nao sou injusta, se ele não irá ter sexo por tempo indeterminado, eu nao poderia me aliviar de nenhuma forma, nem com as mãos, muito menos com vibradores, e, essa regra foi estipulada para ele também.Cariño - o mesmo me chama - Mi amor - o mesmo insiste, me procurando pela casa.
Sí, mi amor - grito do quarto - o'que aconteceu? - pergunto para ele, ouvindo seus passos se aproximando.
Amor - susurro um "sim" - estou com saudade de você... - se aproxima, me abraçando por trás, colocando o rosto em meu pescoço.
Nem começa, Pablo - continuo arrumando as coisas da penteadeira que fica no quarto.
Mas, cariño...- diz me abraçando mais forte - estamos a tanto tempo sem, já, vamos, por favor... Só uma rapidinha - sorri malicioso, fazendo eu me virar pra ele.
Pablo...- vejo o mais velho franzir o cenho rapidamente, assim que escuta eu chamá-lo pelo nome.
Não, mi amor, não é Pablo - diz rapidamente, respiro fundo, tentando voltar ao assunto principal.
Corazón - o mesmo sorri, percebendo que mudei a maneira de chamá-lo- você sabe muito bem o porquê dessa greve.
Amor, eu já aprendi! Prometo - Pablo faz beicinho, esperando uma mudança de opinião de minha parte. - vai cariño, por favor, eu sei que você também sente minha falta.
Não é questão de sentir falta, mi vida, e sim, do por que essa greve está acontecendo.- digo, ele presta atenção em cada palavra, revesando seu olhar entre meus olhos e minha boca.
Ta' bom, cariño. - deixa um beijo em minha bochecha e sai do abraço formado a um tempo. - precisa de ajuda ? - balanço a cabeça em negação - posso ir jogar fifa?
Pode, só não venha dormir tarde. - escuto seus passos se afastando
Enquanto termino de arrumar as coisas, me pego pensando, se isso já não passou do tempo de ser finalizado.
Saio do transe e percebo o horário.
Desço as escadas, Gavira está me olhando.Esta tarde, amor - vou até ele, sentando ao seu lado - você já vai subir? - ele concorda com a cabeça.
Me levanto e volto para o quarto, coloco o celular para carregar e me deito, me cubro, assim, fico esperando Pablo subir.
Um tempo depois, sinto a cama afundar, ao meu lado.
Pequeña ? - sua voz ecoa pelo quarto, abro os olhos, o olhando. - boa noite cariño.
Boa noite, corazón. - respondo e vejo ele abrir os braços, me chamando para deitar-me com ele, no mesmo momento, me agarro a ele, e assim adormecemos.
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Acordo pela manhã, Pablo não tem treino hoje, mas, nao estava na cama quando abri meus olhos.
Me levanto, e vou a caminho do banheiro,escuto o barulho do chuveiro, a porta estava destrancada, então, entrei, só iria escovar os dentes, nao teria problema.Escuto o chuveiro desligar, Pablo puxar a toalha que estava apoiada no box, alguns segundos depois, o box se abre, Pablo está com a toalha envolvida na cintura, com os cabelos molhados e com algumas goticulas de água espalhadas pelo corpo.
Meus pensamentos impuros ultrassam o plano astral, que homem gostoso.
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