Você só é minha.

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Abro a porta do carro com toda a raiva, enquanto exíguo lágrimas que escorre pelo meu rosto. Após sair da Lamborghini de Chanse, bato a porta dela com toda a minha força que habita em mim, fazendo o barulho ecoa pelo estacionamento da academia. Mas nem ele mesmo, se importa com a situação.

- Por que caralhos não parou o carro quando gritei? -- Furiosa, paro na frente dele e seguro seus ombros largos e altos.

- Por que você só é minha. -- Seus olhos gélidos encara os meus, fazendo um longo arrepios percorrer pelo meu corpo.

- Você é tão doente que tem ciúmes até mesmo do meu avô. -- Engulo seco, me segurando para não xinga-lo.

- Não posso negar que meu amor por você chaga a ser doentio. -- Ele vira a cabeça para a esquerda e abre um pequeno sorriso de lado.

- Se me amasse de verdade não me colocaria como sua cativeira, e sim como uma mulher realmente deve ser tratada. -- O encaro de volta, porém com veneno em meus olhos.

- Ah chatinha, deixa de bobeira. -- Ele estala a língua no céu de sua boca. -- Eu sei que você não gosta de ser tratada como uma princesa e sim como uma jóia rara. -- Ele deixa sua cabeça normal e beija o ar em deboche.. -- Você só é minha caralho independente de quem seja até mesmo de sua família, você é só minha , está ouvindo? -- Ele agarra meu pescoço com um toque forte o bastante para aproximar meu rosto do seu, fazendo eu sentir seu hálito quente.

- Você. É. Um. Vagabundo. -- Digo separadamente o olhando, vendo o mesmo trancar seu maxilar.

- E você, minha dama. -- Seus olhos queimam nos meus e desce para meus lábios. -- Seu avô quer o nosso mal, você não entende? Ele quer acabar com o nosso relacionamento.

Sua última frase faz meu ódio só aumentar. Fecho minhas mãos em punho. Rango meus dentes um no outro com tanta força que sinto minha gengiva doer.

- Eu te odeio. -- Digo alto e firme, enquanto mais lágrimas escorrerem pelo meu rosto vermelho e inchado.

- E eu te amo. -- Um sorriso sacartico cresce em seus lábios, porém sem mostrar seus dentes.

Bufo de raiva e tento o distânciar de mim, mas é impossível já que ele é o triplo do meu tamanho.

- Me solta ! -- Grito batendo em seu peitoral definido, que agora está bem marcado pela blusa de compensação.

- Te deixei chateada? -- Ele faz um biquinho, e tenho que levantar minha cabeça para vê-lo. -- Desculpa gostosa, tô muito ocupado vendo suas nádegas marcando em sua calça legging. -- Ele puxa meu rosto para mais perto do dele.

- Por favor Chanse, já estou farta de você! -- Tento manter a minha voz firme, porém seu olhar me deixa fraca a cada segundo.

- Quer ficar mais ainda com meu pênis de 30cm em sua buceta? -- Ele franze o cenho falsamente.

- Ridículo. -- Reviro meus olhos, mas eles se fecham rapidamente quando os lábios de Chanse tocam aos meus com delicadeza, e logo me derreto em seus grandes braços musculosos.

Sua boca quente adentra dentro da minha e logo dou entrada para sua língua, que dança junto com a minha em nossas bocas.

Uma de suas mãos tocam minha bunda, e arfo de satisfação ao sentir-las em minhas nádegas. Subo minha perna em sua cintura , fazendo o mesmo andar para trás até que suas costas fiquem contra sua Lamborghini.

- Aqui não bebê, pode ter pessoas nós olhando... -- Sua voz rouca explode em meus ouvidos, quando seus lábios desaproximaram dos meus.

- Porra Chanse, você é uma praga mesmo ! -- Tiro minha perna de sua cintura, ficando em pé reta e cruzo meus braços, fazendo um bico nos lábios.

- Tá estressadinha ? -- Ele fita seu olhar aos meus.

- Não, estou uma putinha. -- Balanço meus braços imitando uma humorista demonstrando algo aleatório.

Uma risada gostosa saí de sua boca e não consigo segurar a minha, até seu braço rodear meu pescoço e me levar em direção a entrada da academia.

- Bom dia ! -- Um cara de aparência a uns quarenta anos , nos acena.

- Bom dia ! -- Chanse diz e logo se aproxima do mesmo na recepção. -- Quero fazer a matrícula da minha mulher. -- Ele pega em minha mão e puxa para seu lado.

- Ok mano, preciso saber só o nome dela completo a idade dela e o email de for possível. -- O homem digita algo no computador a nossa frente.

- Nome Lana Salvatore Smith, data de nascimento 29 de abril de dois mil e seis e email @ lanasalvatorees34 -- Chanse responde minhas informações rápidas e até mesmo eu fico incrédula.

O moço a nossa frente digita rápido em seu computador, e logo volta a encarar Chance novamente.

- Aqui. -- Chanse tira uma nota de quatrocentos em sua carteira e entra a ele. -- Mensalidade de cinco dias consecutivos, por favor. -- Ele pede.

- Matriculada com sucesso, bom jovem. -- Ele dá uma piscadela para ele, enquanto Chanse me puxa para passarmos na catraca.

Chanse me guia até a cadeira extensora, que é um dos únicos aparelhos livro nesse momento , já que os outros estão lotados.

- Sabe fazer esse ? -- Ele se inclina para minha direção.

- Não totalmente. -- Suspiro já exausta pelo meu estresse de minutos atrás, no estacionamento.

- Vem cá , te ensino. -- Ele se senta na cadeira e coloca os pés embaixo do apoio que tinha em baixo. -- Você só vai se segurar aqui, e levantar suas duas pernas, alguma dúvida? -- Ele pergunta se levantando logo em seguida e aplicando um peso adequado para mim. -- Faça e vou ver se tiver algum erro.

E assim cumpro sua ordem, fazendo o aparelho da forma que ele disse.

(...)

Depois de três longas horas de treino, já são meio dia e meia e Chanse deu a incrível ideia de passarmos no Grill para almoçarmos, para eu "passear" um pouquinho.

Mas, uma grande angústia atinge meu peito ao me passar pelo estacionamento, chegando na Lamborghini dele e lembrar tudo o que aconteceu mais cedo.

Eu poderia ter dando pelo menos um abraço nele, só um abraço já era a minha cura da minha saudade.

Chanse destranca o carro e logo em seguida as portas se abrem e adentro do automóvel junto com ele. Um suspiro pesado escapa de meus lábios e encosto minha cabeça no banco do carro.

Respiro fundo diversas vezes enquanto Chanse da a partida em sua Lamborghini, mas não consigo guardar minhas lágrimas, fazendo elas molharem todo meu rosto.

Soluço diversas vezes pelo choro, não conseguindo resistir a tristeza que habita em meu coração. Abaixo minha cabeça olhando para minhas coxas na legging , que agora está encharcadas de lágrimas.

Sinto os olhos de Chanse queimar em mim fazendo meu sangue ferver. Viro meu rosto devagar para ele, transbordando raiva em meu olhar, mas logo a raiva some quando os olhos dos mesmo me encara com dó.

Desgraçado.

Paro de encara-lo e volto para as minhas coxas molhadas de lágrimas , enquanto soluços escapam de mim.

- Não chore, seu vovô não vai querer ver sua neta gostosa toda molhada de lágrimas.-- Sua voz saí firme, enquanto o mesmo me encara, mas foi elevada em minha mente rápido o suficiente quando vejo a Lamborghini de Chanse na frente do Grill.

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Com carinho, Camilly 💗

O demônio sedutor -- Diário De Um Vampiro --Dark Romance Onde histórias criam vida. Descubra agora