Era um sábado e eu tava implorando pra minha mãe me dar o cartão pra eu ir no shopping fazer compras.
Eu tava precisando.
Eu saia parecendo uma mendiga, euem.
- aí meu Deus Eliza, tá bom
- isso é um sim? - terminei de falar com uma sorriso mostrando os dentes
- é, vai logo antes que eu desista- disse negando com a cabeça
- aee mãe obrigada, te amo - falei indo até a bolsa
Depois de pegar o cartão eu fui pra fora de casa e chamei o Uber.
Eu tava indo pro shopping comprar uma roupa para ir pra festa da escola que vai ter.
Pelo que me falaram essa festa acontece todo ano no começo das aulas.
A festa não é da escola, mas os alunos organizam.
E eu vou né, adoro uma festinha, e a kaite vai comigo.
Meu Uber chegou e eu entrei, já colocando minhas digitais no carro todo discretamente.
Nunca se sabe né não?
Um tempo depois chegamos no shopping e eu desci do Uber, pagando o motorista.
Quase que eu falava um "que Deus lhe pague" e sai correndo.
Mas eu sou jovem de mais pra ser presa.
Eu entrei no shopping e fui direto pra uma loja de roupa.
*Quebra de tempo*
- esse ficou perfeito em você.- disse a vendedora com um sorriso simpático
Eu realmente tinha amado a roupa e fazia uma hora que eu tava provando roupa, então eu não aguentava mais.
O vestido:
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Depois de escolher o vestido eu fui comprar outras coisas aleatórias.
Depois de rodar o shopping inteiro finalmente chamei o Uber pra ir pra casa.
[...]
Abri a porta de casa entrando, e logo estranhando o silêncio e as luzes apagadas fazendo tudo ficar escuro.
Peguei meu celular ligando a lanterna do mesmo, subindo as escadas.
Cheguei até a porta do meu irmão e tava uma luz colorida, luz de led, ficava assim quando ele tava jogando.
Mas eu ainda queria saber onde minha mãe estava então abri a porta e entrei.
Péssima ideia...
- O que você tá fazendo aqui? - falei olhando pro Matteo que estava ao lado do traíra do meu irmão
- o Eliza ele é visita mais respeito idiota - disse a peste do Gabriel se intrometendo
- não quando a visita é um idiota, sem educação - terminei de falar cruzando os braços - e idiota é você
- eu tô ouvindo tá? - falou o Matteo me encarando
- cala a boca - falei olhando pra o Matteo e depois voltei o olhar pra praga do meu irmão
- Eliza, sem draminha, e ele vai dormir aqui- terminou de falar voltando a jogar ignorando minha existência, e o Matteo fez o mesmo.
- vão se ferrar - quando terminei de falar saí do quarto batendo a porta com ódio.
Fazia nem um mês do que tinha acontecido na sala de aula, e agora ele tá dormindo na minha casa
Meu Deus...
E eu ainda não sabia onde minha mãe tava mas provavelmente no mercado sei lá.
[...]
Era 01:37 da manhã e eu ainda tava acordada.
final de semana né...
E insônia.
Eu senti sede e resolvi ir até a cozinha pegar água.
Desci as escadas a escadas no escuro, só com a lanterna do meu celular.
Chegando na cozinha peguei um copo de água, e me apoiei na bancada para beber.
Quando vi alguém entrar na cozinha.
Matteo.
Pelo canto do olho vi ele me olhando e dando um sorriso de lado, eu só ignorei.
Mesmo sendo um péssimo momento pra ele estar alí, já que eu só estava com uma blusa branca e calcinha.
- tá fazendo o que acordada essa hora? - perguntou me fazendo colocar o copo quase vazio sobre a bancada e virar, ficando de frente pra ele.
- O que você tá fazendo acordado essa hora? - devolvi a pergunta
- O mesmo que você. - terminou de falar se aproximando e quebrando toda distância entre nós, me fazendo também ter que olhar para cima pra encarar o mesmo.
Ele tava tão perto que eu até achei que ele ia me beijar.
Ele se aproximou mais colocando as duas mãos na borda da bancada, me fazendo ficar presa.
Ele aproximou o seu rosto fazendo nossas bocas quase encostarem, quando ele pegou o meu copo de água bebeu o resto em um gole, e saiu.
Eu acho que minha alma foi no céu e voltou...
Eu ainda fiquei paralisada mas logo depois voltei a vida, e voltei pro meu quarto.