Erika nunca quis ser mãe porque sempre odiou essa ideia, mas quando um novo - enigmático - morador surge na casa ao lado com uma criança, talvez esse pesamento possa mudar...
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Erika suspirou decepcionada consigo sabendo que o pai dele permitiria, portanto, pegou teu filho nos braços com cuidado e se retirou dali em silêncio.
No fundo da alma queria tentar descobrir algumas informações rasas da vida deles. A sala tinha tanto iten caro que várias dúvidas surgiram na mente dela como na época que conheceu o ex namorado.
Eles tem quantos empregados? Quão rico Alexander é? Ele trabalha de quê?
Embora morasse num condomínio de alto padrão, ela não era rica, tampouco pertencia a classe média comum brasileira. A casa que vivia foi apenas abandonada pelo vagabundo do Alan.
— Vou ter que deixa você no chão porque as sacolas estão no armário e ele é velho, enferrujado, é difícil de abri-lo. Preciso usar a força. Ok? — Ambos tinham chegado ao local vazio. A mesma acende as luzes indo até sua cozinha, Maksim a seguia animado.— O que você gosta de fazer no seu tempo livre?
— Jogar dominó. E você?
Uau! Isto é uma raridade. Será que ele realmente joga ou quis impressionar?
— Escrever.— Erika abriu uma passagem perto da geladeira vermelha. No canto havia um armário de madeira antigo. De fato a mulher usou muita força para conseguir abrir e retirar um saco preto, porém, fechá-lo foi super fácil.
Desgraça.
— O que você escreve?
— Livros de fantasia.— Responde orgulhosa.
A paixão pelos livros apareceu aos onze anos quando leu o livro Crepúsculo da Stephanie Meyer na escola estadual no município do Rio de Janeiro. Ela ficou deslumbrada, e nadou nas obras fictícias das livrarias mais baratas, se mergulhando prontamente no digitar das teclas do notebook rosado.
É uma pena que seja reconhecida só por cinco mil seguidores na Internet. Merecia um magnífico reconhecimento.
— Como é os livros de fantasia? Papai lê os infantis.
– É um tipo de literatura que explora os elementos sobrenaturais, extraordinários ou surreais. Livros infantis também são fantasias.
— Ata...— Lilith anuncia sua presença miando.— Nossa! Ele é manso?
— Hum rum. É fêmea. O nome dela é Lilith.— A gata esfregou a cabeça peluda nas pernas do menino. Ele ficou ultra feliz, começando a fazer carinho nela que demais adorava.
— Eu ia pedir um cachorro no meu aniversário, mas agora mudei de ideia.
— Quando será seu aniversário? — Pergunta por perguntar.
— Mês que vem no dia dez. Quero presentes.— Sorriu sapeca. Erika conduz eles pra fora, não se esquecendo de fechar a porta azul-marinho.
Pelo menos, já possuía uma noção do que presenteá-lo, ainda que não quisesse ir numa suposta festa. Ela odiava comemorações em ambientes lotados.
— Seu pai trabalha com o que?
— Ele é ad...vogado.
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O horário passa devagar quando você está tranquilo, contudo, trabalhe e veja ele correr acelerado igual um corredor profissional nas olimpíadas de Tóquio.
Alexander admira a vizinha coletando lixo debaixo do sol escaldante. O filho foi tomar sorvete de flocos na sala. A porra dessa cena não estava justa, mas a "moça tímida" pensava adverso, afinal ela entrou nessa situação jogando sujeira no quintal dos outros.
— Ufa... Acabei...— Diz limpando a testa suada com o pulso enquanto saía.— Eu quero meu ar-condicionado...
Seu olhar cansado encontra aquele folgado. Ele sorria discretamente na varanda do pressuposto quarto pessoal.
Idiota! Podia me ajudar a carregar esse saco pesado.
— Tia, quer sorvete? — Maksim aproximava. Consciente, caiu fora o mais rápido que pôde, tendo a absoluta certeza de que jamais jogaria lixo novamente como vingança. Suas costas e os braços estavam doloridos. Um odor nada cheiroso vinha de suas axilas.
Luís, o vizinho da frente, chegou perto dela sem camisa exibindo o abdômen sarado. Erika quis que dois caras numa moto aparecessem e atirassem neles.
— Bom dia, vizinha! Conheceu o morador novo?
— Hum rum...
— Deixe-me jogar isso na lixeira pra você.— Ele a deixou aliviada.— O que estava fazendo lá dentro?
— Eu...— Ela reparou que poderia interrogá-lo.— Luís, você tava na sua casa hoje de madrugada? Dormindo?
— Não, eu fui pra uma festa com meus amigos. Acho que faz sete minutos que cheguei. Por que? — Aquilo foi frustrante e aceitável. O advogado não voltaria incomoda-lá, e na sua cabeça eles não iriam ter contato outra vez.
— Nada. Tchau. Obrigada pela gentileza.
Preciso de um banho. Acho que não vai querer ter contato comigo tão cedo.