Na mansão dos Godoy
Guilherme entrou pela área dos funcionários pisando leve. A mansão tava silenciosa, o que ajudava, mas mesmo assim ele olhava pros lados o tempo todo, com o coração acelerado. Tava indo direto pro quarto do Victor, e não era só pra espionar — dessa vez era sério.
Assim que chegou na porta, respirou fundo e girou a maçaneta devagarinho. A porta rangeu de leve, mas ele ignorou e entrou, fechando logo atrás. Aquele quarto… tão simples perto do que ele tava acostumado. Mas ele não tava ali pra julgar decoração.
Começou a mexer nas coisas com cuidado. Gavetas, armário, bolsa. Nada demais.
Até que, se abaixando ao lado da cama, viu uma caixa enfiada lá no fundo, meio escondida, aquilo chamou atenção na hora.
Puxou devagar e colocou em cima da cama. Quando abriu...
Guilherme ficou parado, olhando. Dentro da caixa tinha umas cartas dobradas, umas coisinhas: bilhetes com corações desenhados, cartas... fotos.
Muitas fotos.
Victor com um outro garoto. Em algumas, eles tavam sorrindo juntos, em outras, estavam abraçados... e tinha umas que eram... bem íntimas. E dava pra ver que era recente.
— "No puede ser..." — ele murmurou, os olhos arregalados.
Ele respirou fundo e sacou o celular, a mão um pouco trêmula. Começou a tirar fotos de tudo. Cada imagem, cada papel, cada prova. Até fez vídeo rápido da caixa pra garantir. Era aquilo que ele precisava. Algo que colocasse o garoto contra a parede de vez.
Com tudo registrado, ele devolveu cada coisa pro lugar. Arrumou a caixa direitinho e a empurrou de volta pra debaixo da cama, do jeitinho que tava antes. Olhou em volta pra se certificar de que não tinha deixado rastros, passou a mão no cabelo e saiu do quarto como se nada tivesse acontecido.
Mas por dentro... ele já tava arquitetando. A ideia fervendo na cabeça.
Algumas horas depois...
Victor chegou na mansão já no fim da tarde, tipo 7 da noite. Tava cansado, com o cabelo bagunçado e os pés doendo. Mas até que tava de bom humor depois do papo com a Maky.
— “Ahhh, casa... finalmente.” — suspirou, tirando os tênis na entrada e indo direto pro quarto.
No caminho, cruzou com alguns empregados, mas tava tão na dele que nem reparou nas caras esquisitas que alguns fizeram. Só queria deitar, esquecer a escola, esquecer o Guilherme, esquecer tudo.
Jogou a pequena mochila num canto e caiu na cama de barriga pra cima.
— “Amanhã tem mais… encarar a escola, encarar aquele grupo escroto do Godoy… paciência.” — murmurou, fechando os olhos.
Ele puxou o cobertor até o queixo e ficou ali em silêncio, só ouvindo o tique-taque do relógio. O corpo cansado e a cabeça cheia, mas o coração um pouco mais leve por causa da Maky.
CONTINUA...
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Destinos Cruzados
FanficVictor Andrade sempre viveu em Apiaí, uma cidade pequena do interior de São Paulo, onde tudo parecia seguir o mesmo ritmo de sempre. Ao lado da mãe, dos amigos e de quem ele ama, nunca imaginou que sua vida pudesse mudar tão de repente....Mas uma op...
