Era mais um dia como qualquer outro no trabalho. Eu estava animada, faltavam apenas 2 dias para a nossa viagem de negócios com a empresa.
Precisei imprimir alguns papéis rápido, mas assim que fui até a impressora que havia em nossa sala vi que ela não estava funcionando. Tive que ir até uma pequena sala da empresa que só tinha duas impressoras e duas prateleiras cheias de papeladas, para poder imprimir meus documentos.
Enquanto imprimia tomei um susto com a presença repentina de alguém atrás de mim.
C - Oh me perdoe Jade, eu não queria te assustar, tá tudo bem? - Ele disse atencioso porém rindo da minha reação escandalosa.
- Ah não foi nada, eu estou bem sim! - Eu digo e o vento bateu a porta com força. Muita força. E nós dois nos assustamos juntos.
Choi tenta abrir a porta mas não consegue.
C - Emperrou - Ele tenta abrir novamente mas não tem sucesso.
- Meu Deus - Suspiro - Não é querendo reclamar mas, olha o tamanho e a estrutura desse prédio Sungho, tem impressoras quebradas, portas emperrando, você tinha que trazer pessoas para vistoriar esse prédio - Digo como uma mãe.
C - Verdade, mas assim que voltarmos da viagem eu dou um jeito nisso, prometo - Ele diz num tom decepcionado e se escora na parede de braços cruzados.
E que braços...
- E agora? - Me sentei na mesa da impressora cruzando os braços e as pernas, já estava ficando calor dentro daquela sala minúscula.
Choi parecia mais atraente que o normal, ele vestia suas roupas sociais como sempre, e eu já conseguia ver resquícios de suor no seu rosto, sua feição estava um tanto estressada. Ficar presa com ele aqui dentro seria uma prova de resistência.
C - Já chamei ajuda, agora é só esperar nos tirarmos daqui - Ele tira a atenção do celular que o mesmo tinha usado para chamar alguém.
- Essa sala tem câmeras? - Eu disse olhando para cima procurando.
C - Por que quer saber? - Ele indagou com uma expressão engraçada e eu ri soprado - Adivinha - Eu o encarei - Estão quebradas - Nós rimos.
- Vou eu mesmo marcar uma vistoria pra amanhã! - Ele ri.
C - Jade, essa saia é nova? - Ele questiona repentinamente.
- Sim, porque? - Eu olho pra mesma.
C - Porque ela parece ser menor do que as outras - Ele veio em minha direção e com suas próprias mãos abaixou a barra da minha saia - Mas não deixa de ser bonita - Ele se afastou de mim novamente e eu soltei um suspiro abafado.
- Obrigada fofinho - Ele me encara rindo - Também gosto de suas roupas em geral - Vejo Sungho desabotoar álbuns botões de sua camiseta social, muito provavelmente pelo calor que estava sentindo nessa sala fechada, não havia nenhuma entrada de ar nela, nem sei como estávamos conseguindo respirar lá dentro.
Cruzei as pernas novamente tentando ter autocontrole, pois o sentimento que me dominava era incontrolável.
C - Vou instalar um ar condicionado aqui, essa sala parece o núcleo da terra de tão quente - Ele suspirou pesado e eu ri de seu comentário.
- Mesmo sendo quente não acho necessário colocar um ar condicionado aqui, essa sala é apenas para impressão de documentos, as pessoas só entram, usam a impressora e saem, só conserte essa porta e ninguém morrerá asfixiado aqui dentro - Rimos juntos.
C - Verdade, você está certa.
Ficamos em silêncio por um tempo.
- Pelo visto nós iremos ficar aqui por um bom tempo, e se nós brincassemos de algum jogo enquanto não nos salvam desse cativeiro? - Ele ri mas concorda com a minha proposta.
C - Do que quer brincar? - Ele se aproximou de braços cruzados.
- Pode ser verdade ou desafio ou alguma coisa do tipo, até porque nem temos recursos para brincar de nada aqui dentro.
C - Gostei, aí poderíamos colocar um desafio fixo já que não temos recursos nem espaço - Ele sugere.
- Tipo? - Ele olha pra cima pensando e logo consegue uma ideia.
C - Vamos ficar cada um em um lado da sala - Ele se distancia de mim e vai para o canto oposto da sala que não era longe de mim até porque a sala era muito pequena - Se não quisermos responder a verdade damos um passo pra frente.
- Gostei, não temos muita escolha de qualquer jeito.
Sendo assim, começamos o jogo.
- Eu começo! - Ele aceita - Você já teve quantas namoradas?
C - Apenas 1, agora eu - Ele pensa em algo - Você já namorou algum amigo seu?
- Não - Eu penso em algo - Me diga sua maior fantasia - Ele entortou o rosto - Sexual! - Nós dois rimos.
C - Eu gosto de lugares não convencionais - Eu rio de sua resposta - E você? Faz fanfic antes de dormir? - Eu apenas assenti com a cabeça - Com quem? - Pergunta cerrando os olhos.
Dei um passo pra frente.
- Era só uma pergunta, você fez duas isso não vale! - Digo indignada.
C - Então porque deu um passo pra frente? - Ele sorriu sapeca e eu revirei os olhos.
- Porque sou humilde ok? - Dou continuidade ao jogo - Já se tocou pensando em alguém?
C - Óbvio! - Eu ri da sua rapidez ao responder a pergunta.
- Já se tocou aqui na empresa? - Eu perguntei genuinamente num tom curioso.
Ele deu um passo pra frente.
C - Já fez websexo? - Eu dei um passo pra frente com vergonha - Credo Jade! - Ele me julgou.
- Pelo o menos eu não bato punheta no trabalho! - Eu o julgo de volta.
C - Eu nunca disse que bati punheta no trabalho! - Ele rebate ofendido.
- Quem cala consente Sungho! - Ele me imita na intenção de me irritar - Tá bom agora eu! Com quem daqui da empresa você ficaria?
Ele dá outro passo pra frente.
C - Qual foi a coisa mais nojenta que você já fez?
Eu dou outro passo pra frente.
Quando me dei em conta, nós estávamos praticamente com os corpos colados um no outro. Eu sentia sua respiração ofegante, muito provavelmente por conta do calor, desci meu olhar para sua boca sentindo a mão do mesmo pousar sobre a minha cintura.
C - Jade - Sua voz saiu falha e ele suspirou esfregando a ponta de seu nariz no meu pescoço. Minha respiração já estava completamente desregulada e eu conseguia sentir a respiração pesada do mesmo no meu ouvido - Me deixa te beijar, por favor - Ele disse em tom de súplica e eu me dei a liberdade de pousar meus braços sobre seus largos ombros.
Peguei delicadamente no seu queixo e rocei meus lábios nos dele. Sungho me trouxe mais pra perto com as mãos na minha cintura e colou meu corpo no dele. Assim começamos um beijo calmo e lento. Parecia que eu estava no paraíso, eu não queria que aquele momento acabasse nunca, eu finalmente estava sentindo suas mãos em meu corpo, sentia sua respiração contra meu rosto e sua língua na minha boca. Porém infelizmente escutamos o barulho de alguém mechendo na porta e rapidamente nos desvencilhamos.
Conseguiram nos tirar daquela sala depois de um tempo, sendo assim voltamos a nossa sala. Sungho parecia um pouco irritado depois daquilo, eu particularmente me sentia feliz obviamente, mas estava decepcionada por terem nos atrapalhado. Nosso prazer durou tão pouco tempo.
Fiquei dispersa o resto do dia. Ele realmente queria algo, mas porque eu? O que ele via de interessante em mim? Mas não vou reclamar até porque não é sempre que consigo beijar ricos gostosos.
Continua...
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Dear Boss
Teen Fiction"Querido Patrão" Será que seria errado ter um caso com meu superior? De qualquer forma, não sei se aquele bonitão se interessaria por mim. Mas, e se?
