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03.

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Sadomasoquismo
quem sente prazer em causar e em receber sofrimento físico ou psicológico.

Meu estômago é extremamente fraco, percebo ao sentir a comida em meu estômago se embrulhado. E subindo a todo instante para minha garganta. Aqueles dedos bonitos seguram um bisturi que abre o corvo no meio, o sangue em suas mãos se tornam de certa forma atraente para mim. Mas o cheiro disso é ruim demais. Vejo-a pegar os órgãos, os retirando sem ao menos piscar. Com um sorriso leve nos lábios. Compreendo que essa é Wednesday em sua zona de conforto.
Sombria, peculiar. Nenhum pouco sensual.
— Se eu cortasse você iria se regenerar rápido? Ela me olha com animação.
Levanto as sobrancelhas em espanto. Lutar contra um bicho feio feito o Tyler não me dá tanto medo quando Wednesday sugeriu isso.
— Não sei, porque?
Seguro firme no joelho.
Wednesday estava espalhando o corvo. E colocando os órgãos numa espécie de conserva no pote de vidro para a apresentação de ciências.

Eu realmente ia apenas usar fotos e cartolina.
- Apenas curiosidade. Estive pensando nisso, desde aquele dia com Tyler na floresta. Suas feridas sumiram num piscar.
Essa noite me trouxe medo, mas ao mesmo tempo foi gratificante sentir Wednesday me tocando.
— Você... Por acaso não vai me cortar né?
Pergunto meio assustada.
— Não é algo grande. Apenas um teste. Como uma picada de abelha.
Wednesday estava limpando a mesa cirúrgica e seus utensílios.
— Um acordo. Eu faço esse teste. E você pode testar algo comigo.
Senti um impulso grande dentro de mim, minhas unhas saíram e meus caninos feriram meus lábios. A loba estava agitada. Querendo sair.
— Sangue por Sangue? Eu disse a ela.
Wednesday me direcionou um olhar divertido e audacioso. E acenou que sim, com a cabeça.
As mãos de Wednesday juntou minhas pernas, se sentou sobre elas. Com uma perna em cada lado. Eu realmente gosto que o uniforme de nevermore seja saias. Mesmo que longas. Ela é sexy. Oh, ela é quente para caralho aqui embaixo. Segurei com força sua cintura.
Escuto ela arfar. Sinto seus lábios se moverem lentamente em meu pescoço, e pequenos beijos molhados. Desço as mãos para sua bunda, aperto, volto o percurso para sua saia. Invadindo o tecido, dedilhando sua pele. Suas coxas macias.
Sinto o metal frio começando a fazer aberturas em minha pele, no pescoço, a loba dentro de mim. Se encontra alarmada, agitada e excitada.
Minhas unhas cravam com força a carne macia e quente que é a bunda dessa garota. Sinto suas pernas se apertando ao meu corpo. Uma gota de suor descendo no seu pescoço. E sinto que meu sangue desce lentamente, uma quantidade pequena, pelo meu pescoço.
Outra abertura fazendo arder um pouco, mas isso não está me afetando em nada. Quando percebo algo molhado e quente se mexendo sutilmente em minha perna. Já que seus movimentos fizeram a minha saia subir um pouco mais.
— Você está molhada.
Digo baixo para ela. Que tem a feição concentrada no que está fazendo. Não que fosse me ferir fatalmente. Mas entendo que seja o que ela faz. Ela está fazendo com cuidado para não me ferir.
Vejo seu sorriso. Confirmando que ela sabe que está molhada. Com as mãos ainda em sua bunda. Guio seus movimentos lentos para frente e para trás. E percebo seus olhos se fecharem.
— Você está me deixando excitada. — Digo suspirando.
Ela abre os olhos, e volta a focar no seu bisturi.
— Eu sei, também estou excitada. Já estou acabando. — Confessa Wednesday.
Percebo uma última abertura. Wednesday se levanta. Com os olhos escuros, e bochechas vermelhas um pouco suadas. Visivelmente afetada por mim.
— Ainda não se curou? Porque? — Diz intrigada.
— Tesão, eu acho. Sorri para ela.
Me levantei ajeitando minha roupa. E vejo ela fazendo o mesmo. Indo lavar as mãos e o bisturi.
Minha loba estava excitada demais para pensar em curar meu corpo.

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Wednesday havia ido para biblioteca para pesquisar ainda mais sobre os corvos, acredito que tudo que faça tem que ser perfeito.
Entro em nosso quarto, indo para o banheiro, mais precisamente no espelho. Eu estou curiosa sobre o que ela fez. Retirou a blusa, jogando-a no cesto. E dou uma longa gargalhada para o espelho. Ela é inacreditável.
Wednesday havia feito um "W" no meu pescoço. Minha loba diante de mim, fazendo meus olhos vermelhos aparecerem no espelho. Havia aceitado a "marca" de Wednesday. Consigo ver meu corpo se curando rapidamente. Deixando uma cicatriz, em vez de curar totalmente. A letra "W" havia ficado sutil, pouco aparente, no meu pescoço.
— Nós vamos caçar você amor.
Digo para mim, vendo meu reflexo. Meus olhos vermelhos estão me mirando na cicatriz branquinha e delicada no pescoço.

CANDY - WENCLAIR  [ Concluída ]Onde histórias criam vida. Descubra agora