Chapter 24 - Θάνατος

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Olá! Antes de iniciarmos este capítulo, gostaria de avisar que estamos quase chegando no - tão aguardado por mim - segundo ato da fanfic; o famoso "Ato 2".

Isso significa que os flashbacks não irão mais existir, sendo este (desse capítulo) o penúltimo. A linha entre a verdade do passado e as novas facetas do presente ficará tênue; e teremos somente os dias atuais como foco.

No mais, aproveitem o capítulo! :)

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Narrador POV

"27 de novembro de 2020 - Palo Alto, Califórnia

A morte não é a única certeza que nós temos sobre a vida, e, na realidade, nem sobre ela temos certeza.

Para uma mulher de cinquenta anos, moradora de Wisconsin, mãe de dois filhos e recém portadora de AIDS, a morte pode ser um medo. Para um traficante de drogas e armas na Cidade do México, a morte pode ser uma paranoia diária. Para uma jovem com depressão, a morte pode ser um desejo. Para um homem bilionário que tirou rios de dinheiro de outras pessoas para que chegasse onde chegou, a morte poderia ser um caso de justiça.

Porém, no geral, a morte é incerta. Nós sabemos que ela acontece, afinal, morrem pessoas todos os dias; mas e nós que sobramos? Para onde vai a certeza de uma vida que acaba quando, na realidade, os vivos restantes nunca experimentaram a morte? Dezenas e mais dezenas de definições e teorias, sobre quando iremos; para onde iremos; se iremos voltar; qual o sentimento de não existir.

No entanto, para quatro adolescentes residentes de Palo Alto, a morte era um pretexto.

Um pretexto de algo escondido há quase dois séculos; um pretexto de uma vida afortunada e extremamente graciosa; um pretexto de alegação que, no fim, a morte era sim uma certeza. Bom, no geral, os Originais sabiam para onde iriam quando morressem. Os espectros dos outros três Originais mortos dentro da sala do pacto já era uma boa definição sobre o que se tornariam quando não sobrasse mais nada.

A questão é que tudo na vida tem um preço, até aquilo que vem de graça. Não precisa necessariamente ser um preço monetário, mas ainda assim existe um preço. Se falarmos em termos de poker, Tristan escolheu jogar suas fichas e triplicar o valor das apostas ao viver um romance com Maya; Troye cobriu todas as ofertas e, no final da partida, colocou um gracioso Royal Flush na mesa, enquanto Tristan só tinha dois pares.

Um jogo perdido; uma amizade perdida; uma vida perdida.

Aquela sexta-feira começou amarga e sem cor. Maya foi encontrada sem vida encostada em uma das diversas árvores do Mitchell Park - o parque favorito da garota, inclusive. A causa de sua morte não foi muito difícil de ser apontada, já que a quantidade absurda de metanfetamina em seu sangue era bastante acusatória. Os pais de Maya não faziam ideia de que sua filha era usuária de drogas, no entanto, aquilo não fazia diferença no momento. A dor da perda era maior que qualquer outra coisa.

Maya não era usuária de drogas, no entanto, mas o pobre Tristan West Walls precisou encobrir os rastros da morte de sua própria namorada. Passou a quinta-feira em estado de piloto-automático enquanto limpava toda e qualquer prova que pudesse surgir contra Troye ou os outros três, mas o choro compulsivo a cada vez que olhava para o corpo sem vida da mulher que viria a ser o amor de sua vida era incontrolável.

O próprio Mitchell Park foi o local escolhido para o velório da garota, já que seria cremada logo no dia seguinte. Havia uma quantidade absurda de pessoas no extenso gramado do parque naquela manhã, sendo a grande maioria delas estudantes da Stanford High. O sol estava quase encoberto pela camada grossa de nuvens, afinal, o inverno não tardaria a chegar alguns dias depois.

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