A brisa era forte o suficiente para bagunçar o cabelo de ambos na sala. O tempo se fechou e nuvens carregadas cobriram o sol. Mayumi sentou-se em frente ao Ubuyashiki e encarou o homem em silêncio. Estava nervosa e não sabia oque falar, então apenas aguardou em silêncio.
Kagaya pro sua vez estava tranquilo. O mesmo bebericava o chá que sua esposa, Amane, acabará de servir.
— gostaria de um pouco de chá, senhorita Hinode? — perguntou o homem tranquilamente
— gostaria que o senhor fosse direto...se possível — disse baixo, mas o suficiente para todos ouvirem
— gostaria que se tornasse a 13° hashira.
— oque...?!! — perguntou completamente surpresa
— você é poderosa e uma espadachim muito habilidosa. Acredito que o seu talento com a katana devia ser usado melhor.
Mayumi estava perplexa. Não sabia oque responder muito menos oque pensar. Ser hashira nunca foi um sonho seu, mas sim um sonho que compartilhava com seus antigos companheiros, kalissa e Yuri.
Sentia orgulho e felicidade por suas habilidades serem reconhecidas pelo líder do esquadrão de caçadores, mas no fundo ela já sabia qual seria sua resposta.
Ser hashira é o cargo mais alto que um caçador pode chegar. Nele, suas responsabilidades duplicariam e teria que aprender a seguir ordens e conviver com outros hashiras. E não é isso que Hinode procura no momento.
— eu agradeço a oferta senhor Ubuyashiki, mas não estou pronta para essa responsabilidade. — curvou-se em forma de respeito — Sinto muito.
— senhorita mayumi, você não estaria recusando por ser uma híbrida, certo? — perguntou Amane — se for o caso, não se pre-
— perdão, como sabem disso?? — devido ao espanto, Hinode acaba por interromper Amane
— conhecemos você através de seu pai, Hiroshi Hinode que também recebeu a proposta de ser hashira, mas que para o bem de sua família, recusou-se. — explicou a mulher