Suna sentiu uma tempestade de emoções a rodopiar dentro de si – alívio, choque e uma raiva estranha e latente. O seu coração disparou enquanto tentava processar o que acabara de acontecer. Virou-se para Kaya, que a observava com preocupação e apoio inabalável.
"Falaremos mais tarde", sussurrou Kaya, os seus olhos transmitindo uma promessa silenciosa de explicação e segurança.
Mas o olhar de Suna estava longe de estar convencido. As suas sobrancelhas franziram e um fogo brilhou no seu olhar. "Não", disse ela com firmeza, com a voz baixa, mas decidida. "Vamos falar agora."
Sem mais uma palavra, levantou-se e caminhou em direção a uma das salas vazias, com passos rápidos e determinados. Kaya hesitou por um momento, sentindo a profundidade das suas emoções, antes de a seguir.
Dentro da sala, Suna virou-se para Kaya, cruzando os braços com força sobre o peito. A sua mente estava cheia de perguntas e confusão, os acontecimentos recentes misturavam-se num borrão. Ela podia sentir a pulsação nas têmporas, a raiva e a perplexidade a correrem-lhe nas veias.
Kaya fechou a porta atrás de si, com uma expressão séria. Ele podia ver a mistura de mágoa e determinação nos olhos dela e sabia que esta conversa tinha de acontecer.
"Suna, eu..." começou, mas ela interrompeu-o.
"O que foi aquilo lá fora?" – exigiu ela, a voz tremendo ligeiramente com a intensidade das suas emoções. "Porque é que disse que somos casados? O que é que estava a pensar?"
Kaya respirou fundo, aproximando-se, mas mantendo uma distância respeitosa. "Eu fiz isto para te proteger", disse seriamente. "O teu pai passou dos limites e eu não podia ficar parada e deixá-lo magoar-te daquela maneira. dela!"
A raiva de Suna não se dissipou, mas ela conseguia ver a sinceridade nos olhos de Kaya. Descruzou os braços, sentindo um ligeiro abrandamento na sua determinação. "Não podes simplesmente dizer coisas destas sem falar comigo", disse ela, com a voz mais baixa, mas ainda firme. "Preciso de estar na foto. Preciso de entender."
Kaya assentiu, os seus olhos nunca abandonando os dela. "Eu sei. Peço desculpa. Devia ter discutido isto consigo primeiro. Só queria protegê-la de mais dor."
A raiva de Suna voltou a explodir, desta vez mais intensa, quando ouviu as palavras dele: 'protegendo-a da dor!' A sua frustração transbordou e ela não conseguiu mais contê-la.
Como poderia ele pensar que ela precisava de ser salva? Depois de tudo o que tinham passado, depois de todos os progressos que ela tinha feito, como é que ele ainda a podia ver como alguém que não conseguia gerir a sua própria vida? Ela suportara tanta coisa, sobrevivera a tantas dificuldades, mas ali estava ele, a tentar assumir o controlo da sua vida, a tomar decisões como se ela fosse incapaz de tratar dos seus próprios assuntos.
"Fui responsável por mim mesma este ano inteiro", continuou, com a voz trémula de emoção. "E agora, mais do que nunca, preciso de estar no controlo da minha própria vida. Não se pode simplesmente intervir e agir como se soubesse o que é melhor para mim."
As suas palavras pairavam no ar, pesadas com o peso de anos de raiva e frustração reprimidas. Sentiu uma pontada amarga no peito, um misto de traição e ressentimento. Ela não queria ser resgatada; queria ser respeitada, ser vista como igual, não como alguém que precisava de ser protegida do mundo.!"
O rosto de Kaya contraiu-se, um lampejo de frustração a cruzar-lhe as feições. "Não foi uma pena, Suna.
"Bem, não preciso da sua ajuda!" – respondeu ela, com a voz embargada de emoção. "Não preciso que minta por mim. Preciso de honestidade, preciso de respeito."
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TERAPÊUTICO -FF(KaySun)
FanfictionA narrativa desenrola-se sete meses após o episódio 65, após o divórcio de Kaya e Suna, omitindo o rapto de Seyran ou outros acontecimentos. O enredo investiga exclusivamente a evolução da relação de Kaya e Suna, juntamente com o seu bem-estar menta...
