Me vejo como uma grande casa,
repleta de armários e gavetas
cheios de coisas entulhadas e papéis infindáveis dentro de inúmeras pastas.
Onde ao abrir essas portas e gavetas, necessitadas de organização, sem saber por onde começar, resolve se fechar e deixar como está.
Dessa forma, a bagunça se acumula, e dia após dia mais coisas chegam e são depositadas em cima do último item da pilha se transformando numa montanha de emaranhados itens diversos,
e assim, a ordem vai ficando cada vez mais distante, difícil e utópica.
A necessidade de mudança e organização da vida grita e se esperneia cada dia mais a minha porta, tapo os meus ouvidos, abafo o som, até que ela se canse e se cale...
No silêncio, resolvo deixar para amanhã, mais uma vez, pois sei que ao abrir os armários e as gavetas, me serão tirados os prazeres e vícios que tanto tenho cedido e me entorpecido
É doloroso saber o que deve ser feito, e não fazer, pois a desordem e a bagunça se tornaram habituais e confortáveis.
Eu sei que amanhã, a necessidade de mudança e organização da vida irá novamente voltar, bater, gritar, e se espernear em minha porta, que eu tenha tempo suficiente de criar vergonha na cara para deixá-la entrar, antes que ela se canse ao ponto de desistir.
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Poesias existenciais
PoesíaAqui você irá encontrar delírios e desabafos de uma alma em crise existencial. Talvez você se identifique, se sinta acolhido em saber que não está sozinho neste mundo com seus conflitos emocionais. Te convido a entrar, e passear por essas páginas...
