🍥 Dia16: Segunda-Feira

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☀️ Boruto On

Hoje seria o dia que iríamos tentar falar com os nossos pais. Mas primeiro convencer o diretor de fazer isso. Mitsuki ainda estava muito assustado com essa notícia, então eu iria convencer o diretor de faltarmos aula hoje e possivelmente essa semana.

– Faltar possivelmente essa semana? – Ele Indagou repetindo o que eu disse. – Por que?

– Eu vou ser direto então tente entender. Ontem, Mitsuki foi ao hospital e descobriu que está com câncer terminal. Como estudantes e problemas familiares, não temos dinheiro para o tratamento dele. Queríamos essa semana sem aula pra termos tempo de resolver essa primeira situação. Além de que... Ele ainda está muito assustado. Por favor, nos deixe só essa semana. – Expliquei.

– Câncer... – Ele pensou. – É uma situação realmente delicada. Achava que seria uma desculpa esfarrapada... Me traga o...

– Está aqui. – O interrompi. Eu sabia que ele não ia acreditar de primeira tentativa. – É o resultado do exame dele. Por favor, isso é importante pra caramba.

– Bom, tudo bem. Só essa semana. O Mitsuki eu até entendo, mas você, só essa semana.

– Ah, muito obrigado. – Recolhi o exame e saí correndo. Mitsuki estava no carro me esperando.

– Funcionou? – Ele estava em um pequeno surto ainda. Vestiu uma jaqueta de couro branca e um gorro de lã azul escuro. Ele está com um pouco de medo de tomar sol na pele. Usava uma calça jeans preta e um tênis genérico preto. Brincos prateados nas orelhas, um anel prateado e um de coco.

– Sim, funcionou. – Entrei no carro eufórico. Eu vestia uma jaqueta jeans branca, camiseta vermelha e calça jeans preta e um tênis genérico vermelho. Usava dois pares de brinco dourados e minhas pulseiras de tecido e metais. – Você terá a licença sempre que precisar e eu somente essa semana. – Ajustei o seu gorro. – Vai dar tudo certo. – Dei um selinho em seus lábios.

– Pronto? – Se referiu ao nosso destino.

– Nenhum de nós está, mas não podemos perder tempo. Avante! – Disse e ele logo partiu para a estrada. Primeiro ele me deixaria na minha antiga casa e depois ele iria para a dele.

– Chegamos. – Ele disse e logo reconheci os portões da casa. Eu estava nervoso. – Vai ficar tudo bem. – Mitsuki não usava mais a maquiagem pra esconder as manchas da sua doença. Pra o acalmar, eu queria tanto fazer iguais aqueles casais da internet. Beijar cada pontinho de insegurança dele que agora eram essas manchas. Ele me proibiu de fazer isso. Mas eu queria.

– Te vejo mais tarde, tá bom? – Afastei uma mecha do seu cabelo.

– Tá... Te vejo mais tarde. – Encostou sua testa na minha. – Eu te amo.

– Eu também te amo. – Disse de volta. Mitsuki ainda se sentia muito mal, ele queria demonstrar ainda mais que me amava. Não importa a doença, ela sempre vai mudar a pessoa dependendo da gravidade.

Nos despedimos e saí do carro. O vi ir embora e eu adentrei a casa. Não mudou nada. Analisei o jardim, o mesmo no qual quebrei o braço esquerdo e a perna esquerda. Automaticamente massageei o braço.

Fique calmo.

Toquei a campainha da porta da frente. Essa é a minha casa, não devia apertar a campainha, mas não sou mais bem vindo de certa forma.

– Boruto! – Himawari minha irmã atendeu a porta. Ao me ver, exclamou e pulou me abraçando. Ela cresceu bastante.

– Hima! – Retribui o abraço. – Que saudade!

– Filho! – Minha mãe surgiu no abraço. – Ah, que bom que está bem. – Ela segurou minhas mãos. – Como está grande. E bonito hahaha.

– Mãe...

Um Mês À Vida - MBOnde histórias criam vida. Descubra agora