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Bakugou balançou a cabeça em negação e me puxou para dentro num piscar de olhos, como fez da última vez que apareci na sua porta. Meu coração batia acelerado pela adrenalina, mas a sensação de segurança corria com a mesma velocidade pelo meu sangue.

Ele murmurava sobre as várias regras que quebrávamos e os riscos que assumíamos simplesmente parados no escuro do seu quarto. E naquele momento, o julgamento do Yuri era a coisa mais distante no meu mundo. Um riso baixo me escapou, rendendo um olhar indignado do Bakugou, e eu sentei no chão abraçando as minhas pernas.

- Do que diabos você tá rindo? Espero que tenha algo muito importante para me falar.- Katsuki se apoiou nos joelhos para sentar à minha frente.

- Eu só...precisava te ver.- admiti, minha voz sumindo pelo excesso de vulnerabilidade- Não sei quando vou receber a sentença do Kayama, se é que ele vai sofrer alguma punição, e a minha mente não desligava. 

Todo e qualquer resquício de estresse sumiu dos traços de Katsuki, me deixando ansiosa por outro tipo de afeto. Quando a sua fisionomia estava relaxava, ficava praticamente impossível resistir a ele. Lutei contra a vontade esconder o meu rosto, agora consciente do quão próximos estávamos e aguardei sua resposta num silêncio ensurdecedor. 

- E como eu consigo te ajudar?- indagou sem jeito e eu quase derreti pelo carinho velado.

- Te escutar já me acalmou bastante, então obrigada por me deixar entrar.

Katsuki não quebrou o contato visual e tentei controlar a minha respiração conforme ele inclinava o tronco na minha direção. Bakugou só arrumou uma mecha do meu cabelo e conseguiu me desmontar por completo. Eu to perdida mesmo. Levei os dedos até a sua mandíbula, abaixando minhas pernas para cortar a distância entre nós.

- O Aizawa já vai me matar, então vou fazer por valer.- Bakugou soltou e eu fechei os olhos por instinto.

Não demorou para que me beijasse, mesclando cuidado com intensidade. A maneira que ele me tratava a sós destoava completamente do que mostrava aos outros. Katsuki era bom em ditar um ritmo para cada situação e às vezes eu esquecia que era a única garota que ele já beijou.

Queria que ele fosse o meu também.

Afaguei os fios dourados, aproveitando o silêncio que reinava na minha cabeça, e Bakugou se manteve numa espécie de abraço depois que separamos nossas bocas. Arregalei os olhos em surpresa e inalei o aroma suave de bambu que sobressaia em seu casaco. Enfrentamos vilões juntos e cheguei até a desmaiar na sua frente, mas era a primeira vez que ele me abraçava.

- Mesmo se aquele canalha for absolvido, ele nunca mais vai encostar em você.- Katsuki afirmou resoluto, deitando-me na curva do seu ombro- A minha garota não leva desaforo de ninguém.

- A sua garota? Fala de novo pra eu ver se escutei certo.- provoquei, dando um selinho no seu pescoço e ele movimentou a garganta.

- Você vai é dormir.- Bakugou ruborizou, se afastando desconcertado- Na sua cama!

- Tá bom.- levantei com um sorriso- Boa noite, Katsuki.



Katsuki sentou na cadeira do meu lado no café, me deixando tão desnorteada que não escutei nada que discutiam na mesa. Me lembrava do seu gosto na minha boca toda vez que cruzávamos olhares e quase conseguia sentir o abraço que recebi ontem. Balancei a cabeça para dispersar os pensamentos. Faltavam 48 horas para as avaliações e agora eu caminhava pelos corredores da U.A com as anotações do Midoriya em mãos. Estava travada num problema de física quântica, os cálculos não eram o meu forte, e pisei em falso por distração. 

ALL I NEED | Bakugou x OcHistórias para pegar e não largar. Descubra agora