Deuses, vou em missão com uma miúda irritantemente bonita

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Notinha do autor hehe
Preparem-se emocionalmente para estes capítulos,
Obrigado pelos comentários no cap anterior
Um beijo e um queijo

smiley:D

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Fiquei irritado quando todos começaram a sussurrar nas minhas costas, não comi o jantar e ainda consegui instalar uma trovoada, não muito poderosa, mas houveram algumas cabanas e semideuses a serem acertados por relâmpagos. Apenas o normal, contava que estivessem habituados por agora. Mas parece que esta gente não aprende nunca.

No dia seguinte, de manhã, já tinha a mochila arrumada com coisas, fiquei curioso se a miúda morena de Hades, Sofia não era?? já tinha arrumado a sua mochila, e se sabia como o fazer. Fui à Casa Grande, onde ela ficava, já que Hades não tinha uma cabana no campo. Também tinha algumas segundas intenções.. já que ela era uma rapariga, talvez me pudesse ajudar.

Dirigi-me ao quarto dela e bati à porta, olhando para o chão. A porta não demora muito a ser aberta (abrida kakakakak). Olhe para ela, um pouco envergonhado, porque ainda tinha vestígios de batom no rosto. Acho que fiquei um pouco sem jeito, mas era apenas por causa dos boatos.

"Uhm.. conseguiste fazer a mala?.. tens néctar e ambrosia..?"

"Consegui sim, o Sr. Quíron deu-me instruções"

Então decidi perguntar-lhe algo:

"Tu.. por acaso.. não tens um desmaquilhante, tipo.. potente..?"

Eu quase sussurrei de tão humilhante que aquilo era

"Oq é um desmaquilhante?"

Ela demorou um pouco a responder, não sei o que passou na mente dela, bem, na minha, era como ela era gira. Ainda por cima nem sabia o que era desmaquilhante, provavelmente, bandeira verde. OK, está algo de errado comigo, no meio de uma guerra não se ama, e só a conheci ontem.

"Uma coisa para remover maquilhagem"

"Ah.. eu não tenho isso.."

Eu olhei para baixo e agradeci na mesma. Não que fosse completamente mau uma miúda não saber o que era desmaquilhante, se calhar era mais natural e não gostava de maquilhagem. Se calhar não se importava. Eu importo-me, uso rímel e às vezes eyeliner, ya, eu gosto, fica-me bem.

"Obrigado.."

"De nada"

Saí do quarto dela, e decidi, por muito que não quisesse, que teria de voltar à cabana de Afrodite para falar com Silena, e de preferência pedir um desmaquilhante, porque ainda estou a parecer um belo palhaço com a maquilhagem borrada e as marcas de batom. Ainda bem que não tinha chupões na cara, isso sim seria um desastre total. Sofia seguiu atrás de mim, com a mochila nos ombros.

Eu estava um pouco inquieto, nem sabia bem porquê, comecei a remexer no meu anel e sem querer tirei-o e quando a Bolt caiu, conseguiu cortar-me a mão e abrir-me uma cicatriz antiga, e por sinal, deveras profunda. Já me aconteceu milhares de vezes, e mesmo assim continuo a rodar o anel. Devia arranjar outro que talvez não vire uma espada.

-- "Puta que pariu...merda de TDAH que não sabe ficar quieto.."

Eu retirei a mochila das costas e peguei no meu kit de primeiros socorros. Retirei um pouco de néctar de lá, e pus na ferida. Atei-a com uma ligadura e arrumei a mochila de novo. Sofia aproximou-se de mim, e pegou na minha arma.

"A tua espada...."

Ela mantinha um leve olhar curioso na espada mas ficou quieta.

"É fixe né? Bolt, é o nome dela, Bolt 2014"

Dou um pequeno sorriso, e continuo a seguir para a cabana de Afrodite, voltando a colocar o anel no dedo.

"É um belo nome, e ela é uma espada bonita"

"Obrigado"

Eu bato à porta da cabana de Afrodite, era muito bonita, tanto por fora quanto por dentro. Bem arrumada e a pintura era bem feita. Apesar de parecer uma casa da Barbie, não cheirava a plástico (felizmente), mas sim a rosas, era um perfume forte, e quase intoxicante. Acho que servia para atrair rapazes inocentes e tentá-los a passarem ali uma tarde a fazerem de bonecos. Não tardou a sair Silena, bonita como sempre, com a mochila aos ombros.

"Silena, emprestas-me uhm..."

Tentei não olhar para dentro da cabana, porque não queria que as miúdas me vissem de novo. Podia dar para o torto, depois recompus-me e terminei a frase.

"Desmaquilhante?"

"É para as manchas de batom, não é?"

A moça estendeu-me a sua mochila, provavelmente para tirar o desmaquilhante.

"Tá dentro da mochila, vidro roxo"

"Que tipo de batom é esse que não sai nem com água salgada.."

"Baton Mathe 48hrs, querido"

Cprei um pouco e tirei o frasco da mochila com algum algodão que estava junto dele. Não entendi porque é que haviam bolinhas de algodão azuis, rosa, amarelas e lilases, tipo, não eram todas iguais?

"Ajuda aqui Silena?"

Ela ri-se um pouco, e ajuda-me a limpar a cara.

"Vocês são terríveis"

Eu inclino-me um pouco para a frente, para facilitar, e vou tirando meus cabelos loiros da frente, que estavam longos, e eu não tinha nada para os prender.

"Beleza em primeiro lugar", comentou a Silena, enquanto continuava a retirar o batom da minha cara.

"Curtir com rapazes e deixá-los marcados em segundo lugar"

"Óbvio", a filha de Afrodite responde, rindo-se um pouco.

Eu dou um sorrisinho, corando um pouco, depois pergunto:

"Vocês têm alguma coisa para prender o cabelo? Que me fique bem.. de preferência"

Vi Sofia a soltar os seus cabelos pretos, obriguei-me a desviar o olhar, era gira, não posso mentir. Ela estendeu-me o seu elástico de cabelo preto. Eu pego no mesmo e prendo o cabelo, num rabo de cavalo pequeno e baixo, que deixava a minha franja solta. A morena remexeu nos seus cabelos, que tinham ficado com a marca do rabo de cavalo.

"Fica bem, Silena?"

Eu viro a cabeça de lado para ela ver se estava bem feito. Eu era assim, gostava que me chamassem de bonito ou que me elogiassem no geral.

"Sim, combinou contigo"

"Obrigadooo"

Dou um sorriso grande, e alegre, que pouca gente via. Silena sorriu-me de volta, e eu senti as bochechas aquecerem. Eu voltei-me para trás, e comecei a andar em direção à árvore da minha Cabeça de Pinhas, a minha querida irmã mais velha Thalia, sentia falta dela, espero que não morra ou desapareça, ou que me abandone. As duas raparigas seguiam-me, nós rapidamente alcançámos a fronteira mágica do campo.

"Bem.. temos que ir a Los Angeles.. não é..?", perguntei, só para garantir que tinha ouvido Los Angeles e não, sei lá, Los Gatos, ou Los Banos... vocês intendem.

"Sim... É lá que fica a entrada do Mundo dos Mortos", Sofia logo responde.

"Autocarro ou comboio?", não queria ser eu a decidir, até porque não tinha noção de qual seria mais rápido, ou limpo.

"O que é isso?", a voz de Sofia interrompe.

"Veículos de transporte público, para não termos de ir a pé ou de pégaso, porque tu.. é melhor tu não voares"

"Então são como as carruagens e aqueles carros chiques do estrangeiro?", levantei uma sobrancelha, com um sorriso de gozo, Ok, metade dele não passava de pura confusão.

"Vieste dos anos 1800's agora é? Já não há essas coisas de carruagens para ricos. E carros são bem normais também", a primeira parte teve um leve toque de sarcasmo, mas é qb, a receita funciona com qualquer quantidade de sarcasmo. OK, Alex, não estamos a fazer um bolo com frases. Pode ser uma tarte! Sim, um chá sabia bem agora, não é? Trouxemos chá? Se calhar não há tempo para fazer chá no Mundo dos Mortos... Será que o tio Hades gosta de chá e tarte? Podíamos perguntar-lhe. Não, Hades não vai ficar satisfeito em beber chá comigo, porque é que estou a pensar nisto outra vez?

"Claro, estamos em 1885....não é?"

Ela olhou para mim, parecia mesmo certa do que dizia, e ao mesmo tempo parecia questionar-se se estávamos mesmo em 1885, não parecia mentir, nem brincar com o assunto. Comecei a fazer-me várias perguntas mentais, tipo, como é que ela teria 120 anos, ou lá o que é, sou péssimo em matemática, seria ela imortal?, ou onde é que ela perdera tanto tempo de vida? Mas tudo o que me saiu foi:

"Tás a brincar com a minha cara né?", ri-me um pouco, não que fosse genuinamente alegre, era genuinamente preocupante a situação dela, se fosse verdade, "Estamos em 2007, esqueceste-te?"

"Não.... Eu....."

Sofia tinha a aparência de quem tinha levado uma chapada na cara, os seus joelhos ficaram bambos e ela acabou por se ajoelhar no chão para não cair, presumi.

"Oy, não caias..", eu disse, apesar de ela já estar de joelhos no chão. "Tu.. estiveste no Casino Lotus?", perguntei, acho que seria a única forma de se justificar.

Ela acenou que sim com a cabeça, ainda parecia em choque.

"Por quanto tempo?"

"4 meses..... acho eu.."

"Ficaste lá por.. mais de um século", murmurei, apesar de me dirigir a ela.
Ajudei-a a levantar-se. Não sabia como reagir, um século era muito.

"Mais de.... Um século?....... Como?..... Isso não faz o menor sentido... Eu-eu ainda tenho 14....e..."

Ela falava rápido, desacreditada. Eu mesmo fiquei surpreso, por isso compreendo.

"Ainda tens 14 anos de experiência.. mas alguns 140 de vida..", outra que não devia ser boa em matemática, não que eu soubesse quantos anos ela teria, mas se passou alguns 120, mais 14... são... 134, não é? A miúda abraça a morena de lado, não sabendo se a outra não se importaria. Fiquei meio à toa, sem saber o que fazer ou dizer. Sofia ficou calada, enquanto lágrimas silenciosas, mas aparentes desciam dos olhos de obsidiana dela.

"Vá, chega disso, temos que ir andando"

O meu TDAH falou mais alto, e aquilo saiu-me. Não foi de propósito, também não senti remorso, porque sinceramente tínhamos que nos por a mexer. Aquilo podia ter sido insensível, mas eu tava nem aí para os sentimentos dos outros, também nunca se preocuparam com os meus. Cruzei os braços e olhei para as duas. Sofia engoliu o choro e recompôs-se, largando Silena.

"Vamos lá"

A Storm in The Underworld -- (PJO fanfic//Meu UA) --Onde histórias criam vida. Descubra agora