⚠️ DARK ROMANCE!!! ⚠️
Ele sempre esteve ali. Sempre acompanhou-me por onde eu estava. Sempre esteve à espreita, observando-me. Ele sabia. Sabia que tudo aquilo ultrapassava todos os seus próprios limites. Sabia que, todo o caos que havia trazido de...
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Enrolo Mia em uma toalha seca, caminhando com ela em meus braços até meu quarto, onde coloco-a sobre a cama.
Uma hora.
Ficamos por uma hora dentro daquela banheira, abraçados. Não trocamos ao menos uma palavra, apenas deixamos com que aquele momento fluísse.
Vê-la tão vulnerável ao ponto de não querer me soltar, fez com que eu entrasse numa grande confusão com minha própria mente, já que, há pelo menos algumas horas atrás, Mia não queria nem sequer escutar meu nome.
— Vou até seu quarto buscar roupas, você dormirá no meu hoje — afirmo.
— Não precisa, Levi, eu estou bem. — a voz soou fraca, apesar da tentativa de mostrar determinação.
Ouví-la me chamar de Levi ainda é estranho. Talvez, porque meu nome soe com um tom inconfundível de decepção quando deixa seus lábios. Diante disso, me pergunto se a decepção que ela sente é por me odiar, ou por desejar que eu realmente fosse o Davi. E eu não duvido de que seja um pouco dos dois.
— Isso não foi uma pergunta, Mia.— eu a encarei seriamente, deixando claro que, no momento, não estou me importando tanto com sua opinião.
Ouço-a suspirar, rendendo-se em seguida.
Dou as costas para ela, caminhando diretamente até seu quarto, onde procuro peças de roupas confortáveis. Ao achar, não demoro muito para voltar ao meu quarto.
Antes de a trazer ao quarto, saí da banheira e vesti roupas secas, indo buscá-la em seguida, então posso andar livremente pela casa, sem me preocupar com a nudez posterior.
Me aproximo de Mia, a encarando.
— Você quer ajuda pra se vestir? — perguntei, mesmo já sabendo sua resposta.
É óbvio que Mia negará. Ela odeia ficar vulnerável ao ponto de depender de outra pessoa para realizar ações simples, como se vestir sozinha, mas, no momento, é de longe perceptível que ela não está num bom estado para isso, já que apenas por sua feição é nítido a dor que ela ainda sente.
— Não precisa. Não quero te incomodar, você já está fazendo muito por mim. Eu consigo sozinha.
Suspiro fundo, estudando-a com os olhos.
— Mesmo dizendo que não, eu, ainda assim, irei te ajudar — concluo, apesar da hesitação de tocá-la sem ter certeza de que tenho 100% da sua permissão.
Agacho-me no chão, ficando mais ou menos na sua altura. Pego a blusa do pijama que eu havia escolhido, ajudando-a colocar quando ela balançou a cabeça positivamente, sinalizando que estava de acordo com as circunstâncias. Depois, coloco sua peça íntima, vestindo-a com seu short logo em seguida.
— Pronto.
Encaro seus olhos, tristes, percebendo o quão afetada minha garota havia ficado após o acontecimento de mais cedo.