Capítulo 29: Tortura & Perdão

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1 HORA DEPOIS

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1 HORA DEPOIS...
8:30 AM

Desfiro mais um soco no rosto de Kayden. Nessa altura do campeonato, acredito que seu nariz esteja quebrado e seu crânio amassado em alguma região.

Enquanto isso, eu sinto os olhos de Mia Munson sobre mim. Ela observa toda a cena minuciosamente, quieta. Presa em seus próprios pensamentos, eu acredito que ela imagina perfeitamente como matar seu ex-namorado.

Um destino que eu deixarei que ela mesma decida qual seguir.

Munson pareceu, finalmente, entender que, a partir do momento que ela sofreu, eu sofri ao seu lado. Seu sofrimento é meu, sua dor é minha. Eu decido o que minha garota sente, na hora que sente, quando sente e o que sente, e aqueles que ousarem causar qualquer tipo de sensação ou sentimento que a faça se sentir mal em algum momento, reverterei a dor para essa pessoa no mesmo instante.

No entanto, seria da pior forma possível.

Com um suspiro pesado, caminho até a mesa que há na sala, pegando a primeira arma que vejo.

Mandei Kaleb preparar a mesa antes mesmo que eu chegasse. Pedi para que estivesse tudo em perfeita ordem e, novamente, ele não me decepcionou, o que é ótimo, porque seria uma pena ter que me livrar de mais alguém em um único dia por desobediência.

Ando sem pressa até Kayden, novamente me sentando na cadeira à sua frente.

Seu rosto está ensanguentado e com um tom meio roxo, em regiões específicas, devido a todos os socos que já dei nele e, obviamente, todos os socos que Mia e Kaleb haviam dado posteriormente.

Kayden se tornou outra pessoa; devo dizer que se eu não houvesse memorizado sua carinha de filho da puta antes, com certeza não saberia dizer se realmente é ele quem está sentado nessa cadeira nesse exato momento.

— Filho da puta...— Kayden murmura, embolando as palavras no momento em que apontei a arma na sua direção.

— Oh, não, Kaydenzinho... Minha mãe não tem nada a ver com isso — sou sarcástico.

É impressionante ver o quão fraco Kayden se encontra nesse momento e, por isso, tenta me afetar de alguma forma, para isso, ele utiliza suas palavras, já que sabe que é tão inútil ao ponto de não conseguir fazer nada contra mim. Nem mesmo tentar.

Porém, através do seu olhar raivoso e desafiador, é mais que óbvio que ele está disposto a tentar.

— Vamos fazer o seguinte, vou te soltar dessa cadeira e nós vamos lutar. As regras são simples; é proibido usar qualquer objeto contra o outro, assim será uma luta justa, já que no momento, no estado em que você se encontra, com apenas um tiro eu consigo ganhar. — ditei, levantando mais uma vez da minha cadeira e a afastando para o lado, tirando-a do caminho. — Se eu ganhar, o último rosto que verá antes da sua morte, será o meu. — sou direto em minhas palavras.

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