|Crimes, sangue e segredos|

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Quando o Sol se põe e a Lua surge
Eu me transformo em um monstro adolescente
Eu caminho pela cidade e vago pelas ruas
Procurando por alguma coisa boa para comer

É melhor você fugir
Quando eu aparecer
O monstro
Goo Goo Muck - The Cramps

Miguel nunca imaginou que o seu pai o acordaria quase meia noite, e pior, para reportar um duplo homicídio na antiga mansão Winchester

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Miguel nunca imaginou que o seu pai o acordaria quase meia noite, e pior, para reportar um duplo homicídio na antiga mansão Winchester.

Ele vestiu o uniforme que sua mãe havia lavado antes de dormir e arrumou os cabelos rebeldes antes de escovar os dentes e correr rapidamente pelas escadas. O seu pai já o aguardava no andar debaixo enquanto pedia para a esposa trancar bem as portas, e em qualquer barulho, correr com a filha para o quarto do pânico e não sair de lá até ele ou Miguel as chamarem pelo nome.

Pai e filho saíram sem precisar de uma viatura, afinal, a antiga mansão ficava há poucos metros de sua casa. O local estava cheio de policiais, a perícia e até mesmo o corpo de bombeiros já que por algum motivo, pequenos incêndios começaram do nada.

— O que aconteceu? — Miguel perguntou para um dos policiais enquanto o seu pai conversava com o tenente Michael.

— Gerard Winchester, aparentemente, sofreu um surto psicótico e decapitou o pai acamado, além de transformar os ossos da mãe em pó com as próprias mãos.

Miguel relutou em entrar dentro da casa, algo em seu subconsciente o alertava para se manter longe daquele local, mas ele apenas ignorou os arrepios em sua pele e entrou dentro da mansão e observou atentamente a perícia examinar o cadáver da antiga moradora, e ao seu lado, uma cabeça humana que deveria ser do seu marido.

— É possível alguém quebrar todos os ossos de uma pessoa? — Ele perguntou para o chefe da perícia sem parar de encarar a figura cadavérica e contorcida que Leonore Winchester havia se transformado.

— Não necessariamente — O perito pontuou antes de depositar o cadáver em um saco preto e mandar alguém o levar — A pessoa teria que ser extremamente forte, e mesmo assim, ninguém conseguiria quebrar todos os ossos de um ser humano nem se ele fosse alguém criticamente debilitado.

O seu pai o chamou para avaliar o primeiro andar e ele se despediu do perito com várias incógnitas pairando em sua mente, Gerard Winchester era um homem de estatura mediana, com o corpo esguio e frágil, ele não parecia ser alguém forte o suficiente para matar a mãe esmagada ao ponto de quebrar todos os ossos da velha senhora.

A cena do crime de Abraham Winchester era ainda mais sombria que a de sua esposa. O corpo decapitado jazia em cima da cama com os fios que mantinham ele respirando ainda conectados em seu peito — o sangue escorria pelo forro branco da cama e manchava o piso de carvalho do quarto, as paredes presenciaram a brutalidade com o qual a cabeça do homem foi arrancado e ficaram marcadas pelas rajadas de sangue a cada golpe dado por Gerard.

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