jantar II

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O corpo de Helena estava próximo ao meu, sua respiração ofegante acelerando o ritmo do meu coração. Seus olhos, repletos de desespero, pareciam procurar uma saída.

- Você não... faria isso, afirmou ela, com a voz trêmula.

Dirigi um sorriso a ela, enquanto minha mão se movia em direção ao seu pescoço, acariciando-a suavemente. Helena emitiu um suspiro ao sentir meu toque, e desci até seus ombros, deslizando a alça de seu vestido para baixo. Observei seu busto, o vestido marcando seus seios delicados.

Helena Edgar

Meu corpo respondeu instantaneamente aos toques de Richard. é um traidor, eu sei , mas suas mãos eram quentes e reconfortantes. Seu olhar penetrava em minha pele. Senti-o descendo a alça do meu vestido com delicadeza, expondo o colo dos meus seios.

- Seu corpo... é como uma joia delicada..., sua voz rouca soou suave como um sussurro próximo ao meu ouvido, provocando-me arrepios.

- Não me toque, Richard.

Eu parei de tentar me aproximar

- Ok, mais quero conversar, respondi, saindo de cima dela.

Assim que tirei meu peso de seu corpo, me sentei na cama e encarei Helena, ainda deitada. Vi-a se levantar e sentar longe de mim; ela não queria nenhuma aproximação. Seus olhos se alteraram ao encarar a porta e o chão, pensativa. Eu sabia o que ela iria fazer e só vi seu corpo se afastar rapidamente.

A garota correu até a porta, girou a maçaneta, mas estava trancada. Virou-se para mim, seu rosto contorcido de medo.

- Você é difícil, sabia? Encarei-a friamente.

- E você é um louco, respondeu ela, sua voz firme, mas os olhos revelando o medo que sentia.

- Eu só queria conversar, meu bem.

- Não confio em você. Abra a porta ou vou berrar, exigiu.

Parei em sua frente e encarei seus olhos, me curvando.

- Se berrar, seu pai não sai vivo, e seu amiguinho não existirá mais entre nós.

- Me fala o que quer comigo, - me encarava irritada esperando a resposta .

Que língua afiada a minha dama tem

- Helena, eu preciso me casar - suspirei pesado - para assumir a empresa do meu pai; é necessário o matrimônio e herdei..

- Não... - respondeu friamente - não quero e não vou me casar com você. Entenda isso agora. Abra a porta .

- Quero que seja com você, Helena. Quero você para mim. Prometo te respeitar.

Sim, eu estava tentando fazê-la confiar em mim. Helena é uma mulher decidida; percebi isso nela na primeira vez que a vi. Eu precisava deixar meu lado grosseiro de lado, agora, apesar de ser patético.

- Sinto muito, Richard, mas não vai ser eu, - falou com desdém.- Pode abrir a porta, por favor?.

"Ódio", pensei. Tento ser simpático e isso que acontece Ela fala tão séria, e eu sinto seu desprezo por mim. Nenhuma mulher foi assim; sempre caem em meus braços como emocionadas."

Observei sua expressão séria e assenti, abrindo a grande porta de madeira. Ela saiu quase correndo de mim, nem olhou para trás, desceu as escadas e sumiu da minha vista. Não a julgo por isso; de qualquer forma, ela terá que conviver comigo.


(...)

Helena

Desci as escadas apressada e, ao seguir pelo corredor, observei meu pai com o Sr. Eduard. Segui próximo à mesa e escutava os sons altos das taças que batiam, criando um som agudo. O líquido vermelho, com um leve tom, balançava conforme eles gargalhavam, mexendo as mãos.

𝐎𝐛𝐜𝐞𝐜𝐚𝐝𝐨 𝐏𝐨𝐫 𝐌𝐢𝐦 Onde histórias criam vida. Descubra agora