↳ Coletânea de Histórias de uma Mente Ansiosa
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Aproveitando o gancho do capítulo anterior, resolvi escrever esse pelo ponto de vista do Jeff.
Tenham em mente que essa é uma história fictícia, os acontecimentos narrados aqui são todos ficcionais. Qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência.
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O arrependimento sincero é geralmente resultado da oportunidade perdida.
╰┈➤ Emanuel Wertheimer
ᝰ.ᐟ
A bebida arde quando passa pela garganta, mas Jeff não se importa. Acostumou-se com o gosto amargo, a amargura e acidez da bebida mal se compara à sua vida no momento. Ele sente-se como a garrafa que tem na mão, esvaziando-se aos poucos, recheada com a amargura que ele não consegue deixar para trás.
— Jeff, filho… — Pranee se aproxima, sentando-se ao seu lado com um suspiro pesado. — Já está tarde. Me dê a garrafa aqui.
Jeff fixa o olhar na garrafa, recusando-se a entregá-la. A mãe, paciente, insiste.
— Jeff, a garrafa. Me dê a garrafa.
Ele afasta a garrafa do alcance dela, apertando-a como se fosse a última coisa que o mantivesse de pé.
— Worakamol — Pranee diz, com uma firmeza que só uma mãe pode ter. Jeff estremece ao ouvir seu nome completo. — Me entrega a garrafa. Agora.
Relutante, Jeff entrega a bebida à mãe. Pranee a coloca sobre a mesa de centro e toma as mãos do filho nas suas, sentindo a tensão e o tremor que percorrem seu corpo.
— Filho, olhe para mim — Jeff desvia o olhar, recusando-se a encarar a mãe. Pranee segura seu queixo, forçando-o gentilmente a encará-la. — Eu disse para olhar para mim. Obedeça a sua mãe.
Jeff engole em seco, finalmente encontrando o olhar firme e ao mesmo tempo terno de sua mãe. Ele sente as lágrimas queimando nos olhos, a dor em seu peito se intensificando.
— Seja lá o que tenha acontecido, você pode me contar. Sua mãe jamais vai julgar.
As palavras de Pranee são um bálsamo temporário, mas não conseguem apagar o sofrimento que ele sente. Lágrimas surgem nos olhos de Jeff, que piscam para aliviar o ardor, mas só fazem com que escorram pelo rosto.
— Converse comigo, filho.
— Eu o perdi… — ele finalmente diz, a voz tão baixa que Pranee mal ouve. — Eu o perdi, mãe.
Ela não precisa de muitas palavras para entender o que ele quer dizer. Pranee puxa Jeff para um abraço apertado, permitindo que ele se agarre a ela como uma criança pedindo colo.