Hospital geral Konoha.
Naruto não precisou abrir os olhos para saber de quem era aquele cafuné gostoso que recebia nos cabelos, sentiu os lábios macios em sua bochecha, oque o fez sorrir imediatamente.
- Oi mãe.
- Oi seu inconsequente!
Kushina não conseguia evitar as lágrimas, ver Naruto naquelas condições, com tantos hematomas, simplesmente dilacerava seu coração. Se ele não estivesse tão mal, com certeza não teria escapado de uns bons cascudos mas ela não podia. Tudo que faria além de dar um belo sermão, seria cuidar dele com todo amor do mundo, não importa o tempo, ele sempre seria seu bebê.
- Pimenta para de chorar, eu tô bem mãe.
- Eu deveria te dar uns cascudos Naruto Namikaze! Céus onde você estava com essa cabeça e como o Kakashi permitiu isso?
- Não fica brava com o cara mãe, eu escolhi isso. Ele não concordou, na verdade eu disse que faria com ou sem ele e no fim deu certo.
- Mas poderia não ter dado certo! Se eu te perdesse como acha que eu ficaria filho? E a Hina hein! Nunca mais na sua vida faça isso, nunca mais me assuste assim Naruto!
- Eu prometo pimenta, nunca mais. Vem cá.
Naruto embalava Kushina num abraço terno, sentir o perfume dela era tão reconfortante, era sua cura instantânea. Olhou para porta e não pôde evitar a angústia, sua Hime ainda não tinha dado o ar da graça.
- Cadê a Hina mãe?
- Um policial apareceu no quarto da Mio, ela ficou lá dando depoimento, aquele infeliz finalmente vai pagar por tudo.
- Mas que saco, eu deveria estar lá segurando a mão dela, aai!
- Amor não se agita, o médico disse que você precisa fazer repouso total.
- Eu quero minha Hime mãe...
- Parece até um bebê mimado com esse biquinho.
- Só vou sossegar quando ver ela, preciso saber como ela está, eu sei que isso não ta sendo nada fácil.
- Não precisa se preocupar Naru, eu vou ficar bem. - Hinata apontou timidamente na porta, os olhos ficaram ainda mais marejados quando viu Naruto naquela situação, o loiro estendeu o braço a chamando, a morena se aproximou ficando ao lado de Kushina, os olhos perolados que corriam por todos aqueles curativos e hematomas. O abdômen dele enfaixado, os pontos no supercílio... - Nada disso teria acontecido se não fosse por minha causa.
- Nunca mais repete isso Hina! Aquele Toneri era um descarado nojento, se o meu filho está assim, com certeza ele ta bem pior. Nada disso é sua culpa querida, você é a vítima aqui e apesar do meu filho ser um cabeça oca inconsequente... - Kushina fez uma breve pausa, beijou a testa de Naruto e então prosseguiu. - Apesar de tudo isso, estou orgulhosa.
- Te amo mãe, será que a Hina e eu podemos ficar sozinhos um pouco?
- Claro amor, vou ver se a Mio precisa de alguma coisa e dizer pros garotos irem pra casa, já volto.
Hinata foi abraçada com carinho pela sogra, não importa oque dissessem, ver Naruto tão ferido era muito difícil, só de pensar que algo pior poderia ter acontecido, fazia todo seu sangue fugir do corpo, ela não aguentaria.
- Não fica parada ai Hime, chega aqui, preciso do seu abraço pequena.
- Na-naru...
- Amor...
A dor já não importava, naquele momento tudo que Naruto precisava era sentir o calor dela, o cheiro, o carinho... A abraçou forte fazendo ela se sentar ao lado dele na cama, Hinata passou um dos braços atrás dele com cuidado, inspecionando os ferimentos, graças aos deuses não pareciam ser sérios, exceto pela costela trincada, aquilo exigiria um longo repouso e analgésicos. O casal estava em completo silêncio, apenas aproveitando a companhia um do outro, a morena acariciando aqueles fios dourados lindos, de vez em quando os olhares se cruzavam, nitidamente lia-se um "eu te amo" mudo, nada mais precisava ser dito entre eles.
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Naruto e Hinata: Entre as cartas
Fiksi PenggemarEm Tóquio, no ano de 2024, Naruto Uzumaki está cumprindo pena por um crime que cometeu: o assassinato de seu padrasto. Enquanto isso, Hinata Hyuga enfrenta seus próprios traumas familiares. Um erro de entrega de correspondência acontece quando uma...
