17°Capítulo

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Amanda...

Sei que foi loucura, mas não me sentiria bem se elas não estivessem aqui, isso significa tanto para mim, me sinto tão amada, não só por elas, tem o Guilherme que sempre me ajudou, me protegeu, eles são a minha família, que sempre estiveram presente, me dando todo o suporte que eu precisava e, tem ela, aquela garota dos infernos, que tem o dom de me irritar e de me acalmar, o que aconteceu entre nós ficou no passado, nunca mais irá se repetir, me sinto tão mal em ter que esconder tudo isso da Helena e da Diana, elas não merecem, mas agora será tudo diferente,  deixar no passado, agora o que importa é o presente e, ela bom, pelo jeito continua a mesma safada.

Se eu disser que não fiquei mal quando não a vi chegar, estarei mentindo, mas sei do que aquela mulher é capaz de fazer, melhor não arriscar.

Eu estou tão feliz, minha vingança está cada vez mais próxima, depois disso poderei viver em paz.

__amor, eu quem deveria colocar a sua divisa.

__já falei que será a minha mãe e pelo amor de Deus, não estraga esse momento__já basta que os pais dele armaram o maior circo, queria algo mais simples, só para a família, mas eles não__espero que dessa vez você não estrague, ou nunca mais você irá me vê.

Estou nervosa, não sei por qual motivo, mas eu estou bastante nervosa, estava posicionada com o restante dos formandos, minhas mãos estavam trêmulas, estava suando frio, nunca me senti assim antes.

Quando meu nome foi anuciado, minhas pernas pareciam duas gelatinas quando a vi caminhando em minha direção, ela me olhava com aquele maldito sorriso no rosto, sorriso que dizia, eu vou acabar com o restinho de sanidade que te resta, dou um passo para trás mas estou sem forças, ela me faz perder as forças, não entendo o que acontece toda vez que estou perto dela, cadê minha mãe? Como ela deixou isso acontecer? Estamos falando da Clara, ela faz o que bem entende.

Preciso me manter calma, não posso estragar tudo, ela não vai consegui. Ela para bem a minha frente, tento manter o foco, pensar positivo, como se isso fosse possível quando se trata da Clara, essa peste nasceu com o dom do caos.

Seu olhar era feroz e dominador, aquele olhar descarado, ódio do efeito que ela tem sobre mim, passei a língua pelo meu lábio inferior, tentando esconder o meu nervosismo, mas difícil com ela me olhando desse jeito, não consegui prestar atenção em mais nada da cerimônia, parecia que ali só havia nós duas, senti suas mãos colocando a insignia.

__se acalma bebê.

Acompanhei o movimento de sua língua passar lentamente pelos próprios lábios os umedecendo, engulo em seco, sintindo meu corpo estremecer, ela sempre conseguiu me deixar assim, extasiada, tem horas que acredito que fui enfeitiçada, ela me puxa e me abraça, todos aplaudem, enquanto eu estou quase tendo um treco.

__ainda está chateada?__sussurrou ao meu ouvido, seus lábios quase toca minha orelha, senti todos os pelos arrepiar__saudades pequena?__sua voz era maliciosa e provocativa, e eu sem forças para reagir.

Fecho os olhos lentamente quando ela deixa um beijo molhado em meu pescoço, eu vou matar essa filha da puta.

__eita, que essas duas são um grude__me afasto quando ouvir a voz da minha mãe__parabéns meu amor, mesmo que eu sinta que essa não seja a sua melhor escolha, mas quero que saiba que estou aqui para o que você precisar.

__ah, obrigada__a Clara não tira os olhos de mim, o jeito que ela me olha me deixa sem forças, pensei que seria mais fácil, mas não está sendo, todos me cumprimentam eu tento focar em outras coisas a não ser nela, mas fica difícil com ela me olhando como se eu fosse um pedaço de carne.

Paixão Proibida Histórias para pegar e não largar. Descubra agora