24° Capítulo

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Clara...

Preciso falar com a minha mãe, sei que ela teve os seus motivos para esconder isso durante todos esses anos, também sei que pra ela ter matado aquele maldito, coisa boa ele não era, isso tenho certeza. Mas antes de voltar preciso fazer uma limpa,

__como você chegou aqui?__abraço ele__você está sozinho?

__sabia que algo não estava bem, mas decidir vim quando a Yas me ligou, cheguei a poucas horas, sabia que uma hora você iria precisar de uma mãozinha.

__na verdade sei me virar sozinha__me abaixo pegando a faca da mão do desgraçado, ele geme de dor__mas obrigada por ter vindo, me ajuda a colocar esse infeliz no carro, a polícia está chegando.

__só me chama para o serviço sujo.

__para de reclamar.

Arrastamos o Gustavo até o carro, jogamos ele no porta malas, ele tentava falar mas estava sem forças, logo esse desgraçado morre, menos um verme no mundo.

Entramos no carro e demos partida, já dava para ouvir o barulho das sirenes da polícia, tivemos que fazer a maior volta, melhor não arriscar.

__você parece preocupada?__ele me conhece, não sei se quero envolver ele nisso, tenho medo da reação da Amanda, ela tem um ódio tremendo na pessoa que matou o pai, melhor o Gui não saber.

__só estou muito cansada.

__melhor você descansar um pouco, posso fazer isso.

__não gosto de deixar nada pela metade.

Entramos no galpão, olho vendo aquele infeliz, filho da puta, querendo me passar a perna, o Gui larga o Gustavo em um canto.

__e as valas?__pergunto a Yas assim que ela aparece em meu campo de visão, seu olhar é triste__Yas, eu...

__não precisa, ele nos traiu, o pessol já agilizou tudo, sem rastros como sempre__pega a arma da minha mão__eu consigo.

__filha...

__não me chama de filha__o som do tiro ecoa pelo ar. O local ficou em total silêncio por alguns segundos, como se o tempo tivesse parado, o Guilherme me olha sem saber o que fazer ou o que dizer.

De repente um grito acompanhado de tiros, ela atira no corpo do pai e chora, quando a arma descarrega ela cai de joelhos, olha para o corpo, seu olhar é frio.

__EU TE ODEIO__grita, um grito que parece vir do fundo da alma, é um grito de dor, de raiva e desespero, me ajoelho a sua frente e a puxo para um abraço.

__ei...eu estou aqui__me aperta com força, como se quisesse que eu arrancasse essa dor, deixo ela chorar, ele precisa disso, depois de alguns minutos ouço sua voz, me afasto a olhando nos olhos.

__ele era um monstro__limpa as lágrimas e me olha__ele merecia coisa pior, mas queria acabar com isso de uma vez__só confirmo com a cabeça__hora de fazer a limpa__levanta, orgulho dessa garota, me levanto.

__ele não estava sozinho nessa__meu irmão fala.

__não consegui descobrir quem mais estava com ele, mas é questão de tempo, prometo te entregar um por um.

__confio em você, sei que não vai me decepcionar__ela sorrir__agora é a minha vez, preciso tirar uma pedra do meu sapato.

__será que ele aguenta.

__tem que aguentar__olho para ele, todo ensanguentado, me aproximo com uma faca, e sem perder tempo cravo a faca em sua coxa direita, ele acorda e grita de dor__a bela adormecida acordou, hora de brincar__seu olhar é de ódio.

Paixão Proibida Histórias para pegar e não largar. Descubra agora