Clara...
Estava encostada no capô do carro, quando senti o celular vibrar no bolso da jaqueta. Atendi na hora, já sabendo quem era.
ligação on...
__Fala, Breno. Aconteceu algo?
__desculpa o horário, você pediu para avisar se a Amanda se encontrasse com alguém, ela entrou em um restaurante aqui na Rua das Orquídeas há uns quinze minutos. Está com uma mulher: bonita, elegante, roupas caras, elas estão sozinhas na mesa do fundo.
Senti o fogo da raiva subir à garganta, as unhas cravando devagar na palma da mão. Linda. Elegante. E sozinha com o que é meu.
__E ela não percebeu que você está de olho?
__Não, chefia, fiquei do outro lado da rua, discreto como mandou.
__ótimo, fica aí. Qualquer coisa estranha, me avisa na mesma hora. E não sai daí até eu mandar.
Desliguei sem esperar resposta, joguei o celular no banco e soltei uma risada seca, então é assim? Pensa que pode sair por aí, esconder encontros e ficar sentada conversando com uma mulherzinha como se não tivesse dona? Pois vou lá ver quem é essa que ousa chegar perto do que me pertence.
[...]
Entrei devagar, sem pressa. O leve som do sininho da porta ecoou, e na mesma hora a Amanda virou o rosto para mim. Seus olhos se arregalaram de surpresa, ela ficou pálida, inquieta na cadeira. Caminhei até a mesa, sem desviar o olhar de nenhuma das duas, parei ao lado dela e apoiei a mão com firmeza no seu ombro.
__espero não está atrapalhando.
A Amanda se apressou, a voz um pouco trêmula.
__Clara, essa é a Valentina, prima do Gustavo. Valentina, essa é a Clara.
Valentina se levantou devagar, estendendo a mão com uma calma que me irritou.
__muito prazer, Clara, ouvi muito falar de você.
Segurei a mão dela num aperto forte, demorado, soltando-a em seguida.
__eu me lembro de você__afirmei direto, sem rodeios__estava no estacionamento, no dia da formatura. Parada, olhando. Você viu tudo, não viu?
A expressão dela endureceu, mas não recuou.
__Vi o que estava ali para ver.
__então já sabe o que preciso dizer__ me sentei aproximei-me um pouco mais, puxando a Amanda contra mim, deixando claro a quem ela pertence__A Amanda é minha, de ponta a ponta, e eu espero que você não esteja aqui com segundas intenções. Porque eu não divido o que é meu. E muito menos gosto de quem chega tão perto assim.
Valentina não baixou a guarda, ao contrário, me encarou firme, e soltou a frase como se fosse a coisa mais natural do mundo.
__Não tenho olhos para ela, Clara. Quem eu quero... é você.
O ar pareceu parar ali, senti o corpo da Amanda enrijecer ao meu lado no mesmo instante, virei o rosto devagar para ela, e encontrei o seu olhar, cheio de ódio, queimando de raiva, cravado em Valentina.
__ Ela não está disponível - disse a Amanda, a voz baixa e cortante__e muito menos para você.
Valentina sorriu de canto, tranquila, como se já esperasse aquela reação.
__O que é para ser nosso, a gente conquista, e eu não costumo desistir do que quero.
Eu apertei levemente o queixo da Amanda, pedindo calma, ela volta a encarar a Valentina com um sorriso debochado.
__pois aprenda logo, o que é meu, ninguém conquista, e ninguém toca, se pensa o contrário, vai descobrir do pior jeito possível.
A Valentina sorrir, levando o copo a boca, vamos vê até onde ela é capaz.
__temos um acordo, Amanda__falou devagar.
__que acordo?
__Ela sabe o que precisa fazer.
Senti a Amanda apertar a minha mão por baixo da mesa, com uma força desesperada, e eu entendi na hora, ela não quer falar, não irei insistir, pois uma hora eu descubro.
Inclinei-me um pouco mais sobre a mesa, os olhos frios, sem tirar o sorriso dos lábios.
__ela não aceita.
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Paixão Proibida
Fiksi PenggemarQuando seu mundo vira de ponta cabeça e você se vê entre um amor proibido e o desejo incansável por vingança. "Paixão Proibida"conta a história de duas garotas que foram criadas como irmãs e que se vêem perdidamente encurraladas em uma "Paixão proi...
