CHAPTER~79

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MEGAN RHEE

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MEGAN RHEE.

Já havia alguns minutos que eu ainda permanecia no mar, tentando pôr as ideias no lugar. Estava dando certo.

-Filhinho ou filhinha vocês estão gostando de banhar no mar junto com a mamãe? -sussurrei fazendo carinho na minha barriga. -Gostam? Eu queria poder proporcionar uma vida melhor pra você. Vou confessar algo com você filho, eu não sei ser mãe, eu tenho pavor só de pensar, mas sei que você será muito amado ou amada -gargalho sobre minha dúvida. -Você terá ótimas pessoas que vão cuidar de você, a mamãe não tem muito tempo -sinto uma lágrima escorregar do meus olhos.

-Falando sozinha? -escuto uma voz, e rapidamente limpo minhas lágrimas.

Me viro para a voz, mas eu sabia perfeitamente quem era.

-Não, eu estava falando com o meu bebê -respondo rapidamente, volto minha atenção para frente do mar.

Ele não responde, mas eu sabia exatamente o porquê do seu silêncio.

Começo a cantarolar enquanto passo minhas mãos delicadamente pela minha barriga. As ondas do mar começam a se agitar.

-Você chegou a contar pra ele? -perguntou Gally.

-Porque ainda insiste nisso? -o retruco, saindo do mar totalmente chateada.

Vejo seu olhar analisar meu corpo por inteiro, como se ele estivesse tirando uma foto com cada analisada em que ele me lançava.

-O que foi? -o indaguei, vendo seus olhares perdidos.

Mas ele para por um instante, vejo seu semblante ficar totalmente assustado, ele da um passo pra frente, intercalando seu olhar. Seus olhos alternavam em me olhar, e em olhar a lateral da minha barriga. Vejo abrir a boca, mas não sai nada, além de um silêncio profundo e vazio.

-Isso...é...

-Sim, é uma mordida -termino suas palavras com naturalidade. -Estou morrendo Gally.

Seu olhar transmite choque e desespero.

-Você fala assim? Com toda essa naturalidade? -avia raiva em seu tom de voz.

-O que você achou? Que eu iria surtar? Não, não. Estou morrendo não tem nada que eu faça para mudar isso -dou de ombros, visto minha blusa de frio. Por mais que esteja quente, a brisa era gelada.

-Eu...

-Não quero sua pena, guarde ela para o bebê, ele sim vai precisar, já que não vai ter a mãe, e que não tem pai. Bom, não me preocupo com a minha morte, me preocupo com ele -toco em minha barriga. -Ele sim que eu penso todos dias, mas ele vai estar bem cuidado, sei que o tio dele vai cuidar como se fosse dele, e o resto do pessoal que estão ansiosos pra chegada dele -forço um sorriso, e termino de vestir meu shorts.

LOVE IN THE DARKHistórias para pegar e não largar. Descubra agora