Minha barriga crescia cada vez mais. Minha mãe vinha me visitar todo final de semana e sempre trazia mimos para a Maya, meu pai nem sequer me mandava uma mensagem e eu desisiti de querer saber dele, com tanta coisa pra pensar ele era o que menos me importava. Na escola se referiam a mim por "A menina grávida" e isso me magoava muito, até os professores entre eles falavam assim de mim. Muitas meninas me olhavam torto, com um certo nojo no olhar e os meninos me olhavam com certa malícia no olhar, como se eu tivesse me tornado um objeto de desejo, como se gravidez fosse só sexo e isso me irritava. Eu queria ser uma adolescente normal, eu era uma adolescente normal, eu só tinha um bebê.
De tarde, com ajuda da Fer montamos um pouco do Cantinho da Maya, nome que damos pro espaço que ela iria ocupar no quarto do Matheus e confesso que isso me alegrou um pouco e me animou também, mas depois me lembrei que se eu não tivesse com ela na barriga estaria na entrevista para tirar o meu passaporte, conseguir meu visto e em breve fazer meu intercâmbio, a tristeza voltava e me perdia nos meus pensamentos denovo.
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16 e mãe
RandomTudo começou na escola . Um interesse , amor , uma paixão ardente , sexo e ... um bebê . Clara aos 14 anos tinha o sonho de fazer intercâmbio no Canadá e começou escrever um diário que resolveu manter para ser lido quando se tornasse adulta , mas t...
