Capítulo XXIII

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~ Always You ~

1 minuto, 10 minutos, 20 minutos... A demora estava começando a ficar irritante.

Kinich observou a porta mais uma vez, não era possível que ninguém estivesse em casa.

Antes que se virasse para ir embora, a porta se abriu.

— Quem é...? — Ellyn abriu a porta, seus olhos cansados entregavam que estava dormindo. — Ah, é você... A Lani ainda tá dormindo....

— Já não são... Quatro da tarde? — Entrou para o lado de dentro antes que Ellyn caísse de sono enquanto segurava a porta.

Não demorou nem um segundo antes de localizar Mualani adormecida no tapete da sala com uma feição tão cansada quanto a de Ellyn.

— A gente tava cochilando um pouquinho, não dormimos nada ontem a noite... — Se sentou no chão ao lado da amiga.

— Isso não é muito surpreendente. — Se sentou no sofá, observando a azulada por um momento. — Eu posso preparar café para vocês, se quiserem.

— Não precisa ter esse trabalho todo não.... — Seus olhos lutavam para continuarem abertos.

— Eu acho melhor eu ter esse trabalho. — Se levantou para ir até a cozinha mas parou no meio do caminho ao ouvir a voz de Mualani.

— Kinich? — Seus olhos ainda estavam embaçados quando se levantou para ver o amigo. — O que tá fazendo aqui...?

— Eu só vim te ver. — Voltou ao seu caminho para a cozinha.

— Entendi... — Se virou para falar com Ellyn, mas antes que pudesse faze-lo, a mesma já tinha caído no sono denovo.

Acabou indo para a cozinha também, buscando a companhia do amigo.

— Então... — Se Apoiou no balcão, procurando um assunto. — Como foi o trabalho hoje?

— Foi normal. — Respondeu de forma simples. Já era acostumado a proximidade da surfista, mas era completamente diferente depois que tinha descoberto seus sentimentos. — Você fez algo hoje?

— Não, a gente só ficou aqui em casa descansando mesmo. Ontem a noite a gente jogou vôlei de praia e na madrugada a gente ficou conversando sobre umas coisas aí.

— Isso explica vocês estarem dormindo no meio da tarde.

— Que cheiro bom... — Se inclinou um pouco sob o ombro do mais velho para conseguir sentir o cheiro da bebida.

— Aqui, cuidado para não queimar a boca. — Antes que Mualani pudesse colocar as mãos na caneca, Kinich segurou levemente seu rosto e aproximou a caneca de seus labios, inclinando-a aos poucos para que a mesma pudesse bebe-la. Tinha que admitir que não estava esperando, mas não hesitou antes de aceitar.

— O que acha? — Afastou a caneca, deixando ela no balcão.

— Está bom... — Se espreguiçou, sentindo sua energia aumentar. — Aqueles dois não sabem preparar então o seu vai ser sempre o melhor de qualquer forma.

— Eu queria te perguntar uma coisa. — Foi direto, chamando a atenção de Mualani.

— O que foi?

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