[CONCLUÍDA] Ele foi acusado por supostamente matar sua família e agora se encontra em um hospital psiquiátrico.
Enquanto lida com sua culpa e com seus pesadelos, começa a ter consultas com a Dra. Yunah, sua nova terapeuta. No entanto, ele se mantém...
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Toda vez que o sol aparecia aos finais de semana, o parque da cidade se tornava o ponto de encontro favorito de todas as famílias que buscavam um refúgio da correria do dia a dia, um espaço onde poderiam relaxar e se divertir ao ar livre com os que amavam.
Para a família Min, esse era o cenário perfeito para os finais de semana: brinquedos coloridos, o lago tranquilo com patos nadando, o som alegre das risadas das crianças e as pequenas barraquinhas de guloseimas espalhadas pelo parque.
Yunah, Yoongi e a pequena Jiwoo tinham transformado esse passeio em um ritual quase sagrado, algo que faziam sempre que o tempo estava bom. E quando o clima favorecia, estendiam a manta quadriculada sobre a grama macia e passavam a tarde conversando, lendo livros, ou simplesmente apreciando o cenário enquanto observavam Jiwoo, com seus olhos curiosos e mãos inquietas brincando com as outras crianças. Era um momento de paz e de conexão e algo que sempre foi só deles, uma tradição íntima que a família havia criado.
Até não ser mais.
Ao verem o amigo inquieto com os últimos acontecimentos de sua vida, decidiram que seria uma boa ideia convidá-lo para aumentar o grupo e, além de tirá-los de casa, faria bem trazer uma companhia da mesma idade que Jiwoo para que pudessem brincar juntos.
- Taehyung... - Yoongi disse, a voz soando quase como uma pergunta, com seu olhar focado nas duas crianças brincando. Seu cenho estava franzido, o que era típico quando ele se sentia inquieto. O mais alto, sem perceber a tensão, apenas olhou na direção dele. - Seu filho está tentando seduzir minha filha?
Yunah e Taehyung, que estavam distraídos com a conversa, viraram-se na mesma hora, não conseguindo segurar a risada diante do que Yoongi acabara de dizer.
Do-jun, com seus pouco mais de dois anos, era um furacão de energia. Ele não parava de correr atrás de Jiwoo, tentando abraçá-la a todo custo, enquanto ela, com sua personalidade independente e um tanto introvertida assim como o pai, se esquivava, correndo em círculos e tentando subir no brinquedo mais próximo para se livrar do garotinho carinhoso.
- Amor... - Yunah passou a mão no cabelo liso de seu marido, tentando tranquilizar o ciúme que já sentia pela pequena. - Ele é um bebê. Não fez nem três anos ainda, assim como sua filha, só estão brincando.
- E daí? Ele tem o sangue do Taehyung nas veias, é atrevido de nascença. - Sua expressão era um misto de ciúmes e humor, como se a ideia de ver sua filha sendo tão cortejada por outro garotinho fosse algo que ele não estivesse pronto para lidar.
Yunah apenas deu uma risadinha, sabendo o quanto seu marido se preocupava com a pequena Jiwoo, mas ao mesmo tempo adorava ver o carinho que as duas crianças estavam desenvolvendo.
- Meu garoto é esperto, não atrevido. - Taehyung bebeu mais um gole do suco de caixinha que tinha em mãos. - Já aprendeu que às vezes precisa só insistir um pouquinho para fazer dar certo. - Apontou para o pequeno que, depois de muito pressionar, finalmente, conseguiu fazer com que a garotinha parasse no lugar, e o deixasse abraçá-la.