A que preço?

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Aviso: Autora estará foragida após este capítulo





"Quando Ismália enlouqueceu

Pôs-se na torre a sonhar

Viu uma lua no céu

Viu outra lua no mar

No sonho em que se perdeu

Banhou-se toda em luar

Queria subir ao céu

Queria descer ao mar

E num desvario seu

Na torre pôs-se a cantar

Estava perto do céu

Estava longe do mar

E como um anjo pendeu

As asas para voar

Queria a lua do céu

Queria a lua do mar

As asas que Deus lhe deu

Ruflaram de par em par

Sua alma subiu ao céu

Seu corpo desceu ao mar."

- Alphonsus de Guimarães.

Minho realmente achou que ficaria esperando o fim da batalha seguro ao lado de Andrômeda, mas pouco depois dos Deuses saírem ouviu um estrondo enorme que tremeu a terra e iluminou o céu o deixando escarlate com raios luminosos cortando aquela imensidão.

E pode ver então que sim havia uma proteção em volta do clã que ficou rapidamente visível e em seguida desapareceu novamente, aquilo aconteceu apenas com um golpe dos Deuses? Estavam ferrados!

Olhou para frente quando os guerreiros começaram a se alertar, enquanto ouviam aqueles estrondos um seguido do outro sem cessar, tremendo o chão e colorindo o céu.

E diferente do que pensou não foi um ou outro e sim algumas dezenas de homens que adentraram o clã em chamas, isso mesmo chamas!

Proteção fajuta! Proteção miserável e inútil!

Puxou a espada e Andrômeda se pôs em posição de ataque, não havia outro opção além de lutar.

- Eu te cubro e você me cobre garota, vamos! - Minho ditou e saiu correndo com a guardiã ao seu lado.

Era um guerreiro alado e sabia mesmo que não gostasse da ideia, que era o único que podia dar uma chance de vida aos outros guerreiros então era hora de lutar.

O Deus do Fogo trocava golpes violentos de espada com sua irmã e a cada golpe mais forte um estrondo ecoava pelos céus e ambos podiam ver lascas das espadas saindo, uma hora ou outra uma delas cederia e então o fim chegaria.

Quando perdeu sua irmã de vista não imaginou que seria erguido pelo pescoço logo em seguida, foi jogado contra o chão com tamanha força que seu corpo fez uma cratera no local, fazendo sua espada voar para longe.

Via o ódio nos olhos determinados que brilhavam em sua direção, a espada de sua irmã não atravessou seu peito pois usou às mãos para segurar enquanto sentia às palmas sangrarem, não morreria tão facilmente.

A Deusa estava decidida a acabar com a luta o mais rápido possível, não podia vacilar quando a oportunidade aparecesse pois mesmo sendo mais forte, seu irmão ainda era muito forte e inteligente.

No entanto enquanto apertava o pescoço dele o afundando ainda mais contra a terra e empurrava a espada que estava quase perfurando a armadura do irmão, algo inesperado aconteceu ao olhar nos olhos dele.

Alfa? Alfa!Onde histórias criam vida. Descubra agora