concluída | 🔴
Após um término repentino e que o deixou abalado por meses, Yoongi finalmente está pronto para superar Hoseok, no entanto, um casamento e uma janela em comum reune o ex-casal, fazendo-os viver um mês inteiro digno de filme da sessão d...
• quantidade de palavras: 3886. • capítulo não betado.
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EX'S WINDOW Capítulo vinte e três: carta.
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O céu ainda estava tingido de tons rosados e dourados quando Namjoon estacionou sua bicicleta no início da trilha de volta para casa. As ruas estavam vazias, exceto pelos poucos caminhantes naquele dia e a brisa fresca que balançava suavemente a copa das árvores. A cidade ainda despertava, mas Namjoon já havia completado seu circuito. O suor escorria por sua nuca, e seu peito subia e descia lentamente com a respiração ritmada pelo esforço. Ele empurrava a bicicleta com uma das mãos, a outra mexendo na garrafinha d'água, já relaxado após o treino.
Repentinamente, o alfa ouviu o som de patas correndo com velocidade. Um grunhido animado, seguido de um latido alto.
— Ei, ei! — murmurou, surpreso, antes de um peso repentino colidir contra seu peito e o derrubar no chão. — Ai!
Namjoon caiu sentado, a bicicleta tombando ao lado, enquanto um dobermann grande e ainda desajeitado o cobria de lambidas e pulos animados. Ele ergueu os braços, rindo com incredulidade enquanto o cachorro balançava a cauda, visivelmente feliz por fazer um novo amigo.
— Mas o que... você é enorme! — Namjoon disse, sentando-se melhor, levando as mãos ao focinho do cão, que agora deitava parcialmente sobre suas pernas, tentando lamber seu rosto.
Foi então que ouviu uma voz familiar, aflita e com a respiração acelerada:
— Bam! Bam, deixa o moço! Ai, meu deus, moço, me desculpa! Ele ainda é filhote e acha que tudo é brincadeira... — a voz falhou um pouco, tentando puxar o cachorro — Ele conseguiu arrebentar a guia e fugir. E ainda tirou a focinheira! Meu Deus...
Namjoon arregalou os olhos antes mesmo de levantar o rosto por completo. Conhecia aquela voz. O timbre grave, ligeiramente rouco, era impossível de esquecer.
Quando seus olhos se encontraram, Jeongguk ficou tão surpreso quanto ele. Seu corpo congelou, as mãos ainda segurando a guia rompida. Os cabelos escuros grudavam na testa suada e seus olhos arregalados diziam tudo: ele definitivamente não esperava reencontrar Namjoon dessa forma.
Namjoon cruzou os braços devagar, com um leve levantar de sobrancelha e um sorriso discreto surgindo nos lábios — um sorriso calmo, porém carregado de algo vitorioso, como se dissesse “o destino dá um jeito”. Ele não disse nada por um momento, apenas observou Jeongguk, que engoliu em seco, desviando o olhar como quem buscava um buraco para enfiar a cabeça.
— Ah... oi. — Jeongguk murmurou, puxando levemente a coleira do cão que ainda lambia Namjoon com devoção canina.
— Oi, Jeongguk. — Namjoon respondeu, a voz baixa, calma — Parece que o universo tem um senso de humor bem peculiar, não acha?