concluída | 🔴
Após um término repentino e que o deixou abalado por meses, Yoongi finalmente está pronto para superar Hoseok, no entanto, um casamento e uma janela em comum reune o ex-casal, fazendo-os viver um mês inteiro digno de filme da sessão d...
• quantidade de palavras: 3950. • capítulo não betado.
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EX'S WINDOW Capítulo vinte e dois: laço.
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Hoseok olhou mais uma vez para Yoongi adormecido. O peito do ômega subia e descia com dificuldade, como se até mesmo o descanso fosse doloroso. Seu rosto ainda úmido pelas lágrimas e as olheiras profundas denunciavam o desgaste emocional e físico. Hoseok se afastou lentamente, fazendo o mínimo de barulho possível ao abrir a porta e sair para o corredor silencioso do hospital.
Ele segurava o celular com força, os dedos trêmulos de raiva contida. Quando a porta do quarto se fechou atrás dele, o delegado deslizou o dedo sobre a tela e ligou para Seokjin, que atendeu no primeiro toque.
— Hoseok! Que porra foi aquela? Você sumiu e a gente tá com metade da equipe achando que teve outro ataque! — a voz de Seokjin transbordava tensão e preocupação.
Hoseok passou a mão pelo rosto, inspirando profundamente antes de responder, a voz baixa e rouca.
— Yoongi… estava esperando um filhote, nós não sabíamos. Ele tomou a injeção de controle sem saber e perdeu o bebê. — Hoseok disse em um fôlego só, sentindo o peito apertar. Era estranho se sentir assim por alguém que sequer chegou a ser alguém de fato.
Do outro lado da linha, o silêncio foi imediato. Hoseok não esperou por uma resposta.
— Preciso que você rastreie um número agora.
— O quê? Hoseok...
— Agora, Seokjin! — rosnou, o lobo por fim reagindo à ameaça, ainda que em segundo plano. Hoseok já encaminhava a mensagem enquanto falava — Ele me mandou isso.
Segundos depois, Seokjin murmurou:
— “Soube que está de luto, delegado. Te darei um descanso, aproveite...” — ele leu em voz alta, a fúria crescendo no timbre. — Esse desgraçado...
— Ele sabe. Ele está nos observando. E agora, ele sabe o quanto me atingiu. Eu quero esse número. Quero localização, IP, rota, torre, tudo. — Hoseok dizia entre dentes cerrados.
Seokjin respondeu com firmeza:
— Vou colocar o pessoal da TI nisso agora. Você vai querer que avisem a Interpol e o FBI também?
— Sim. E Seokjin... — a voz de Hoseok caiu um tom, denso como uma tempestade prestes a romper — se descobrirem quem é, eu quero ser o primeiro a saber. Eu mesmo vou buscar esse filho da puta.
— Você vai ser. Eu prometo.
Hoseok encerrou a ligação, guardando o celular com um movimento lento. O corredor parecia mais escuro, mais estreito. Seu lobo ainda estava quieto, mas o corpo do delegado fervia com um único propósito: caçar. Hoseok ficou parado por alguns instantes no corredor, o coração pesado e a mandíbula cerrada até doer. O hospital estava silencioso, mas ele não conseguia encontrar paz. O eco das palavras na mensagem ainda retumbava em sua cabeça como um tambor de guerra. O cheiro de antisséptico, a iluminação fria, o zumbido distante dos equipamentos — tudo parecia conspirar para sufocá-lo.