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Após um término repentino e que o deixou abalado por meses, Yoongi finalmente está pronto para superar Hoseok, no entanto, um casamento e uma janela em comum reune o ex-casal, fazendo-os viver um mês inteiro digno de filme da sessão d...
• quantidade de palavras: 4162. • capítulo não betado.
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EX'S WINDOW Capítulo vinte e seis: a falha.
O silêncio da sala parecia pulsar ao redor dele. Hoseok não tirava os olhos da tela, onde a frase o encarava com o mesmo peso de um sussurro dentro da mente:
"Encontrei algo perfeito para me divertir."
As palavras se prenderam à sua pele como farpas. Mas foi a carta anterior — “em respeito à nossa delicada proximidade” — que fincou fundo. Havia algo ali. Algo pessoal. Próximo demais. E agora a lembrança não saía de sua mente.
O primeiro encontro com Yoongi, o ômega rindo com os olhos apertados, segurando o algodão doce demais para um só ômega. E poucos dias depois, o mesmo parque, as luzes girando ao redor deles, Hoseok com o coração acelerado e um anel simples nas mãos trêmulas. Ali, ele havia pedido Yoongi em namoro, dizendo que queria construir um futuro.
Um parque de diversões.
O lugar mais simbólico para os dois.
E também o mais previsível.
Com a garganta seca, Hoseok largou o papel sobre a mesa, empurrou a cadeira para trás e foi até a prateleira onde mantinha guardado seu notebook pessoal. Era antigo, da época antes de ir para os EUA — quando ainda postava fotos de tudo, especialmente de Yoongi. Ligou o aparelho, digitou a senha sem hesitar e abriu o navegador.
Instagram.
Sua conta ainda existia. Intocada, pública. Uma relíquia deixada no tempo. E nela, a prova do quanto ele foi descuidado.
As fotos estavam todas lá. Yoongi rindo no carrossel, Yoongi segurando sua mão com os dedos entrelaçados diante da roda-gigante. Uma selfie desfocada com a legenda: “Meu lar de algodão doce.” O pedido de namoro, registrado em um post feito às pressas: “Ele disse sim! E agora o mundo parece mais leve.”
Era tudo lindo. Ingênuo. Pessoal.
E qualquer um poderia ter acesso.
Um gosto amargo subiu pela garganta quando Hoseok desativou a conta. Era tarde — ele sabia. Aquilo já tinha sido visto, analisado, provavelmente estudado. O assassino não estava apenas se divertindo com enigmas. Ele estava brincando com lembranças. Com sentimentos.
Com Yoongi.
Hoseok apertou os olhos e inspirou fundo, tentando conter o pânico que ameaçava explodir no peito. Seu instinto lhe dizia que aquilo não era coincidência. Nenhuma daquelas palavras havia sido escolhida por acaso. O assassino queria que ele soubesse. Mas também queria que ele demorasse para entender.
Delicada proximidade. Diversão. Riso sem alegria.
Ele estava traçando um caminho, uma trilha cuidadosamente arquitetada para mantê-lo ocupado enquanto se aproximava do alvo.