concluída | 🔴
Após um término repentino e que o deixou abalado por meses, Yoongi finalmente está pronto para superar Hoseok, no entanto, um casamento e uma janela em comum reune o ex-casal, fazendo-os viver um mês inteiro digno de filme da sessão d...
• quantidade de palavras: 3140 • capítulo não betado.
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EX'S WINDOW Capítulo vinte e oito: a última vítima.
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A sala parecia pequena demais para conter a ansiedade que reverberava nos corpos ali dentro. O pai de Haneul, um alfa de estatura firme e expressão tensa, permanecia de pé atrás da filha como um escudo humano, os braços cruzados e os olhos percorrendo cada gesto dos homens à sua frente. Haneul, sentada em uma das cadeiras, mantinha o olhar baixo, os dedos entrelaçados sobre o colo tremendo levemente, mesmo com o esforço visível para manter a compostura.
Seokjin foi o primeiro a quebrar o silêncio depois da frase bombástica.
— Você viu o rosto dele? — repetiu, como se precisasse confirmar que ouvira certo. Sua voz saiu grave, mas não dura. Atenta.
Haneul assentiu com lentidão, ainda sem erguer os olhos.
— Por uns segundos… não era totalmente escuro. A rua… o poste de luz piscava. Ele veio por trás, me puxou para o beco, tapou minha boca com um pano que cheirava… estranho. Doce. Quase… metálico. Eu me debati, chutei, e ele escorregou. Foi quando eu virei e… vi. Só um pouco.
Sangtae estava recostado na parede, a caneta entre os dedos batendo de leve no bloquinho em branco. Hoseok, em silêncio até então, cruzou os braços sobre a mesa e a encarou com atenção. A ômega era jovem, claramente traumatizada, mas lúcida. A informação que acabava de fornecer podia ser a primeira brecha real em semanas.
— Haneul — começou ele, com o tom brando que usava apenas quando precisava se conectar com uma vítima — Eu sei que é difícil falar sobre isso agora. Mas… você acha que conseguiria vir aqui amanhã para nos ajudar com um retrato falado? Podemos chamar um artista e você nos conta o que viu. Não precisa ser hoje. Nem sozinha. Seu pai pode vir com você. A gente só quer ter uma ideia do rosto dele, para comparar com as imagens que temos.
Ela hesitou por alguns segundos antes de respirar fundo e assentir.
— Sim… sim, eu posso vir. Amanhã cedo?
— Quando você se sentir pronta. — Hoseok deu um leve sorriso. — Mas quanto antes, melhor.
O pai dela soltou um suspiro — não aliviado, mas conformado — e tocou o ombro da filha com gentileza. Haneul se levantou e, antes de sair, lançou um último olhar hesitante para os agentes.
— Ele não queria que eu morresse naquela hora… mas também não parecia saber o que queria. Parecia nervoso. Como se estivesse fazendo aquilo pelo impulso.
Com essa frase pairando no ar, ela e o pai deixaram a sala.
Assim que a porta se fechou, Seokjin passou as mãos no rosto com frustração, a adrenalina escorrendo devagar do corpo.