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O sorriso vitorioso de Eric ainda pairava no ar quando Jay deu o primeiro passo à frente. E depois o segundo. E então, como se o chão tivesse se despedaçado sob seus pés, Jay disparou.

Não havia mais controle, não havia mais raciocínio, apenas o instinto, a fúria, a sede de sangue e vingança pulsando violentos nas veias.

O ar ao redor dele pareceu explodir quando o corpo se lançou em direção a Eric com uma velocidade impossível. As garras afiadas como lâminas rasgaram o espaço, mirando direto a garganta exposta do caçador.

Mas Eric riu.

Ele riu alto, ensandecido, os olhos arregalados não de medo, mas de uma excitação tão extrema que beirava a loucura.

— É ISSO! — gritou, abrindo os braços como se quisesse receber aquele golpe, como se quisesse ser consumido por ele. — VEM, JAY! MOSTRA PRA MIM O QUE VOCÊ É DE VERDADE!

Jay soltou um rugido inumano, que reverberou pelo galpão inteiro, fazendo as paredes vibrarem e o concreto estremecer. Ele avançou com toda a força que tinha, acertando Eric com um golpe brutal no tórax que arremessou o caçador para trás, derrubando-o contra uma das colunas de ferro com um estrondo surdo.

Mas Eric levantou-se, cuspindo sangue e gargalhando.

— É isso... É ISSO! — repetia, fora de si, os olhos brilhando com uma loucura obcecada. — Eu esperei a vida toda pra ver um vampiro de sangue puro em estado bruto. E não qualquer um... VOCÊ, Jay! Um Park, o mais covarde. Olha pra você agora!

Jay não respondeu. Não conseguia. O raciocínio estava obliterado, dominado pela besta que habitava dentro dele, há tanto tempo contida.

Seus olhos eram dois círculos escuros, famintos. Seu peito subia e descia com violência, os dentes expostos em uma expressão primal.

Ele avançou de novo, agora mais rápido, mais letal.

Eric mal teve tempo de erguer as lâminas quando Jay as agarrou com as próprias mãos nuas, rasgando a pele sem nem sentir dor, quebrando o metal com uma força sobre-humana.

O caçador ficou brevemente atônito, mas sorriu mais ainda.

— SIM! MAIS! ME MATA, JAY! VEM! — gritou, abrindo mais uma vez o peito, como se desejasse aquele fim, como se não existisse propósito maior em sua vida do que ser destruído por aquilo que caçou por tanto tempo.

Jay o golpeou no estômago, quebrando mais uma de suas costelas, fazendo Eric cuspir sangue, mas o maldito ainda ria, mesmo sufocado.

— É isso... olha pra você... Não é maravilhoso? — arfou Eric, mesmo com os olhos já começando a se turvar. — Você é... magnífico. Uma besta magnífica!

Jay o agarrou pelo colarinho, erguendo o corpo pesado e ensanguentado do caçador a poucos centímetros do chão, suas garras afundadas na carne.

O rosto de Eric estava desfigurado, mas o sorriso não sumia.

— Você seria o troféu perfeito... — sussurrou, como uma confissão final, os olhos arregalados, vítreos, encantados com o monstro que tinha despertado.

Jay puxou o braço para trás, pronto para desferir o golpe final, as garras prontas para atravessar a garganta de Eric. Mas, naquele instante, atrás dele, algo se moveu.

Sunghoon.

O vampiro correu, desviando do caos, dos corpos caídos, e se ajoelhou ao lado do corpo imóvel de Jungwon, as mãos já pressionando o ferimento, o olhar cheio de pânico.

Ao mesmo tempo, Heeseung, ajoelhou-se ao lado deles, puxando Jake, que mal conseguia se manter em pé, pelo braço, protegendo-o com o próprio corpo.

O sangue de Jungwon encharcava o chão.

Vampire's pursuitHistórias para pegar e não largar. Descubra agora