Thiago XXI

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Serei como sempre fui,
Sublime e sem nexo,
Atrapalhado e pensativo,
Observador e complexo.

Me verão de várias maneiras,
Dos jeitos que sempre mostrei,
Dos onze aos vinte um,
Preciso confessar, não mudei...

Será que isso é uma benção?
Um dom,
Ser como sou é um peso? Uma dádiva?
Ou será que, simplesmente, sou o que devo ser?

Não rimo mais como antes,
A idade me fez entender que a rima,
Nem sempre se torna necessária,
O sentido das coisas, nada mais importa.

O peso do dom,
O peso do talento,
O peso dos pensamentos,
Todos, se tornaram, tormentas para mim.

Minha mente grita,
Meu coração pulsa desordenadamente,
Minha vida simplesmente passa,
E não mais estou, bem.

Os poemas da minha vidaHistórias para pegar e não largar. Descubra agora