Borboleta só

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Estações passam depressa,

O frio lhe condena, borboleta.

Não há escudo, sequer barreira,

Não há casulo, borboleta.


Agora, permita-se voar,

Em horizontes de amores,

Paixões verdadeiras,

Não há casulo, borboleta.


Liberte-se de memórias extenuantes,

As quais lhe prendem em tristezas,

Em lutos que não passam,

Não há casulo, borboleta.


Não lhe entendo borboleta,

Mas consigo lhe sentir clamar,

Por amores que passaram,

Então, conceda a si mesmo a chance de:


Procurar outro casulo, borboleta. 

Os poemas da minha vidaHistórias para pegar e não largar. Descubra agora