Brasil

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Poemas são como cânticos de ciranda,
Todavia, os meus são como um grito de socorro,
Por tudo que temos passado,
Pela tristeza na cara do nosso povo.

Nos sentimos abandonados, excluídos e perdidos,
Nós clamamos, pedimos e suplicamos,
Nós falamos, berramos e gritamos,
Mas eles sempre tampam seus ouvidos.

Saímos do ponto de pedir um país próspero,
Saímos do ponto de pedir um país de primeiro mundo,
Saímos do ponto de pedir um país rico,
Estamos no ponto de só querer um país justo.

Neste lugar, comicamente tudo se inverte,
O agredido é agressor, quem foi roubado é quem roubou,
O político corrupto, de tanta farra, se acabou,
O poeta é condenado: escreveu sobre um país que ele apenas sonhou.

Gostaria que as pessoas entendessem
O peso de um poema retumbante,
Para que possamos escrever isso com tinta,
Assim parando de usar o nosso sangue.


"Ó Pátria amada, idolatrada, salve! salve!"

Os poemas da minha vidaHistórias para pegar e não largar. Descubra agora