32. The first time you ever saw me cry

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Third Person's Point Of View

The first time you ever saw me cry.

Tradução:  A primeira vez que você me viu chorar.

Justin esperou. Silencioso, atento ao compasso irregular da respiração dela. Quando sentiu os ombros dela relaxarem apenas um pouco, passou o braço por baixo de suas pernas e a ergueu devagar, como se tivesse medo de quebrá-la ainda mais. 

Ela não protestou. Não disse nada. Apenas manteve os olhos fixos em lugar nenhum, como se estivesse longe dali. 

Na sala, ele a acomodou no sofá, cobrindo-a com uma manta leve. Ligou a TV e, sem pensar duas vezes, colocou seu desenho favorito — aquele que ela sempre assistia quando precisava de conforto, quando o mundo pesava demais. A trilha sonora suave começou a tocar, preenchendo o ambiente com uma nostalgia agridoce. 

Ela sequer reagiu. Os olhos permaneceram abertos, mas vidrados. Como se estivesse ali, mas ao mesmo tempo não estivesse. 

Justin suspirou, passando as mãos pelos cabelos bagunçados. Foi até a cozinha e começou a preparar algo simples — o único prato que lembrava ela dizendo que gostava. Quente, caseiro, familiar. 

O cheiro logo se espalhou pela casa, e ele se agarrou à esperança de que isso a traria de volta, nem que fosse por um instante. 

Quando voltou com o prato em mãos, agachou-se diante dela, colocando a comida sobre a mesinha de centro. 

— Tenta comer um pouco, Mine... Por favor — pediu em voz baixa, quase como um sussurro de quem não quer assustar a dor. 

Ela baixou os olhos para o prato. 

Mas não moveu um músculo. 

Nenhuma palavra. 

Nenhuma lágrima. 

Só o som do desenho preenchendo o vazio. 

Justin se sentou ao lado dela e não insistiu. Só ficou. A mão repousada sobre a dela, quente, firme, presente. Ele não sabia se ela voltaria a confiar. Não sabia nem se ela o perdoaria. 

Mas, por enquanto, ele podia ser o chão onde ela desmoronava. 

E ele ficaria ali. 

Enquanto fosse preciso. 

... 

Jasmine's Point Of View 


  O som de um dos meus desenhos preferidos ecoava pela sala, mas tudo parecia embaçado. Eu sabia cada fala, cada música, cada cena de cor, mas agora... era só barulho. Barulho tentando preencher o silêncio que gritava dentro de mim. 

Sentei no sofá, abraçando meus joelhos, e encarei a tela sem realmente ver. Tudo dentro de mim estava entorpecido. Como se eu tivesse saído do meu corpo e ficado presa em algum lugar entre o ontem e o nunca mais. 

A carta da minha mãe ainda rodava na minha mente. As palavras dela, frias e covardes, como quem rasga um laço e diz que foi por amor. Ela foi embora. Simples assim. Sem aviso, sem conversa, sem olhar pra trás. 

E ele... Justin. 

Eu queria odiá-lo. Com todas as minhas forças. Queria gritar, bater, expulsá-lo da minha vida com a mesma raiva que explodi naquele quarto. Mas ele ficou. Mesmo depois de eu mandá-lo embora, ele ficou. 

Fez comida pra mim. Colocou meu desenho favorito. Me tratou como se eu ainda fosse inteira. 

Mas eu não estou. 

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