34. Pulled her in tighter each time she was drifting away

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Justin's Point Of View

Pulled her in tighter each time she was drifting away.

Tradução: Eu a abraçava com força cada vez que ela começava a se afastar.

Eu a observei por alguns segundos antes de me mexer. Jasmine respirava fundo, tranquila, daquele jeito que só acontecia quando o mundo finalmente dava uma trégua para ela. Talvez a única trégua que ela tivesse nos últimos dias.

Com cuidado, passei um braço por baixo das pernas dela e outro pelas costas. Ela era leve... leve demais. Não devia ser assim. Não por causa da mãe. Não por causa de nada disso.

Ergui seu corpo com calma, segurando-a contra o peito. Ela murmurou algo, a testa roçando meu ombro, mas não acordou. Melhor assim. Ela precisava dormir. Precisava descansar antes que tudo a consumisse de vez.

Caminhei pelo corredor devagar, cada passo silencioso, como se o barulho pudesse quebrar algo dentro dela. O sol já entrava forte pela janela do quarto, iluminando tudo com aquele dourado irritante de manhã perfeita. Perfeita pra todo mundo, menos pra gente.

Deitei Jasmine na cama com cuidado, ajeitando o travesseiro atrás da cabeça dela. Ela se virou de lado, os dedos procurando o cobertor, e eu puxei até sua cintura. Ficaria bem ali. Pelo menos por algumas horas.

Me aproximei da janela e puxei a cortina até fechar completamente. A luz desapareceu aos poucos, deixando o quarto numa penumbra tranquila. Ela merecia isso. Merecia algo que não fosse dor.

Eu... já não tinha esse luxo.

Encostei a mão na madeira da janela por um segundo, tentando organizar meus pensamentos, mas foi inútil. O encontro com Mitchell ainda ecoava na minha cabeça feito um soco que continuava doendo mesmo depois de horas. Ele não queria saber dela. Nunca quis.

E como diabos eu ia dizer isso pra Jasmine?

Respirei fundo.

Uma, duas vezes.

Não ajudou.

- Dorme, Jas... - sussurrei, quase sem perceber. - Alguém precisa descansar aqui.

Eu saí do quarto devagar, deixando a porta entreaberta. Ela tinha que me ouvir se chamasse. Tinha que me achar se acordasse assustada. Não queria que ela abrisse os olhos e sentisse aquele vazio que a mãe dela deixou.

Na sala, me sentei no sofá e passei as mãos pelo rosto. A casa estava silenciosa demais. Minha cabeça, barulhenta demais.

E eu?

Eu não conseguiria dormir nem por um milagre.

Não com o que eu tinha pra contar.

Não com o medo do que aquelas verdades podiam fazer com ela.

Ou comigo.

Minhas pernas seguiram sozinhas até a varanda, como se precisassem de ar antes que eu sufocasse com todos aqueles pensamentos.

Abri a porta de vidro devagar. O vento da manhã ainda estava ali, frio, cortante, carregando aquele cheiro de cidade que nunca dorme. Peguei a carteira de cigarros no bolso um hábito que eu tinha prometido largar, mas que sempre voltava quando minha cabeça virava um campo minado.

Acendi um. A ponta brilhou em vermelho, e a fumaça subiu devagar, como se tivesse mais paz do que eu.

Me apoiei no parapeito, olhando a cidade lá embaixo. Luzes, ruas, carros... tudo continuava normal, indiferente. Mas eu não.

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⏰ Última atualização: Nov 27, 2025 ⏰

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