[ Agatha Volkomenn x Leitora ]
Você sabe como trios nunca dão certo? Aqui não foi diferente, você era a amiga que andava atrás da dupla até mesmo quando Lina não estava presente.
Mas agora as coisas mudaram, agora você sabe oque merece, e sabe que A...
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Em um voo, você já estava do outro lado do Brasil, sem avisar a ninguém. Bem, sem avisar ao Arthur, afinal, foram os seus pais os responsáveis por bancar seu voo e te deixar no aeroporto.
Seus amigos foram avisados quando você já estava já dentro do avião.
E com um Uber muito bem pago, você foi do aeroporto até a porta do Suvaco Seco.
O mais fácil da viagem foi entrar pela porta do Suvaco Seco, que, por algum motivo, estava quebrada.
Lá dentro, você encontrou bêbados dormindo. Não a quantidade que você estava esperando, e muito menos quem você esperava encontrar.
Os policiais - não policiais -de novo?
E o Arthur, que te abraçou com um enorme sorriso, e uma enorme enxaqueca.
"Por que você está aqui?" Em meio ao seu choque e preocupação, ele se interrompeu. "Não que eu não esteja feliz, claro, mas porquê?–"
"Quem quebrou a porta? E porque... [NOME]? Senhor Jesus– O que você está fazendo no meio desses bêbados? Venha cá..." Ivete, ao entrar no bar, passou por irritação, surpresa, carinho, e, por fim, enquanto te abraçava, uma mistura de todos. "Quero uma explicação imediatamente!"
"Eu também quero! Posso saber porque tem uma criança aqui? Pior ainda, sinto que lembro de você, e isso não pode significar nada bom." A não policial que havia enfiado uma arma na sua cara talvez dois ou três anos atrás se levantou de onde estava, previamente dormindo no chão, e vinha agora caminhando em sua direção.
"Eu também lembro de você, tá armada de novo? Só pra eu saber." A cabeça de Arthur quase caiu do pescoço quando ouviu sua resposta, virando para você apenas para imediatamente virar para a mulher depois.
Você quase conseguia ver a fumaça saindo de suas orelhas do tanto de perguntas que ele provavelmente tinha.
"Liz–" Você virou em tempo de ver o outro não policial de antes — o homem dessa vez, que aparentemente havia cortado o cabelo — caindo de cara no chão após tentar se levantar. Você já estava começando a pensar que eles não estavam de ressaca, mas, na verdade, ainda bêbados.
Ele se levantou de novo, com o cuidado de segurar a cabeça, como se ela pesasse o dobro do corpo.
"Liz, que que essa pirralha tá fazendo aqui?" O tom de voz dele não pareceu ofensivo mesmo tendo te chamado de pirralha. Ele parecia mais confuso do que irritado.
"Parece que aquela desgraça no Nostradamus está nos perseguindo para todo canto..." Ela suspirou, estressada.
Mas você não focou nisso, queria mais era saber do que exatamente se tratava essa "desgraça" no seu colégio antigo, que permaneceu intocado desde o incêndio, e nenhum de vocês se atreveu a se aventurar lá de novo. Exceto, talvez, exploradores de lugares abandonados dispostos a carregar maldições como medalhas e enfrentar uma assombração ou duas.