sessenta e seis

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Romário

Escuto os policiais convençando e continuo escondida atrás de uma árvore

Polícia l: já tem horas que estamos aqui e não encontramos essa filha da puta

Polícial ll: o delegado quer a cabeça dela pra ontem, temos que achar ela, nem que demore uma semana

Polical l: vamos procurar a direita, se não acharmos ela teremos que pedir ajuda

Romário: tô fudida, Santa Maria tenha piedade de mim - falo baixo pra eles não escutarem

Deixei eles se afastarem bem e sai correndo até uma casa abandonada, entro e dou de cara com duas criancinhas, uma menina mais velha e um bebê

Aqui está a continuação da fanfic, mantendo o clima de tensão e criando um diálogo forte e emocional entre a protagonista e a criança assustada:

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Entro devagar, fechando a porta com o menor barulho possível. Meus olhos ainda estão ajustando à escuridão quando ouço um soluço curto. No canto, encolhida atrás de um velho sofá rasgado, está uma menininha de uns sete anos, segurando um bebê no colo. Os olhinhos dela estão arregalados, brilhando de medo.

Romário: Ei... calma - sussurro, levantando as mãos devagar para mostrar que não tenho nada. - Eu não vou machucar vocês.

A menina aperta o bebê contra o peito, como se eu pudesse arrancá-lo dela.

Xxx: Quem é você? - a voz sai tremida, mas ela tenta ser firme.

Dou um passo mais perto, devagar.

Romário: Meu nome é Romário… - digo, respirando fundo. - eu só precisava me esconder por uns minutos. Eu prometo que não vou fazer nada com vocês.

Ela me observa como se cada segundo fosse uma decisão de vida ou morte. O bebê dá um chorinho, e ela tenta balançá-lo.

Romário: Vocês estão sozinhos aqui? - pergunto, olhando ao redor. A casa parece abandonada há anos: poeira, cheiro de madeira velha, janelas quebradas.

A menina hesita, mordendo o lábio.

Xxx: A gente… a gente tá esperando a mamãe - diz baixinho. - ela falou que ia voltar ontem. Mas… - a voz falha. - Ela não voltou.

Meu peito aperta. Passo a mão pelos cabelos, nervosa. Lá fora, escuto de longe o barulho das folhas, talvez os policiais voltando para perto.

Romário: Qual é seu nome? - pergunto, me agachando para ficar na altura dela.

Xxx: Clara. E ele é o Davi - ela diz, ajeitando o bebê, que deve ter uns oito meses.

Romário: Clara… tá tudo bem. Eu sei que você tá com medo. Eu também tô - admito, com sinceridade. - Tem uns caras muito perigosos me procurando lá fora. Não posso voltar agora. Você deixa eu ficar com vocês um pouquinho? Só até eles irem embora.

Ela olha para a porta, depois para mim.

Clara: Você é perigosa? - pergunta, num fiapo de voz.

Engulo seco.

Romário: Só pra quem merece - respondo, com um meio sorriso cansado. - Mas vocês… vocês não têm nada a temer de mim.

Clara observa meu rosto por alguns segundos intermináveis, como se tentasse ler minha alma. Então, finalmente, ela dá um pequeno aceno.

Clara: Tá… mas fala baixo, o Davi se assusta fácil.

Sorrio de leve, aliviada.

Romário: Combinado. - Me aproximo mais um pouco. - Você tem comida? Água?

Ela balança a cabeça.

Clara: Só um pouquinho… eu tava guardando pro Davi.

Meu coração dói de novo.

Romário: A gente vai dar um jeito - digo, firme. - Mas primeiro… a gente precisa ficar bem quietinho. Pode fazer isso comigo?

Clara respira fundo e segura a mãozinha do irmão.

Clara: Posso.

Sento ao lado delas, ainda ofegante, tentando ouvir se os passos lá fora se aproximam. A casa está silenciosa, mas o medo continua se arrastando pelo ambiente como uma sombra.

Aperto os punhos.
Eu tinha entrado ali para me esconder.
Agora… parecia que eu tinha encontrado algo que também precisava ser protegido.

Continua....

Tô testando um modelo novo de escrita, gostaram?

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