sessenta e um

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Romário
(Dia seguinte)



Cês devem imaginar a felicidade que eu tô agora, caralho, mais um filho e ainda vou voltar com a minha Japinha, mano, tô sem acreditar até agora que a Shaft tá grávida de novo, logo ela que não queria engravidar

Depois de muita conversa, nois foi deitar pra dormir

Acordamos aos pulos de alegria da Alícia, comemorando que tínhamos voltado, uma graça essa menina

Alícia: mami, agora você vai voltar pra casa? - ela para de pular na cama e deita em cima de mim

Romário: vou sim filha, hoje mermo eu tô lá - ela comemora e damos risada

Japinha: temos outra coisa pra te contar filha - ela olha pra gente sem entender - a mamãe tá com um bebezinho na barriga

Alícia: sério mamãe? - pergunta surpresa e a Shaft concorda

Japinha: ele ou ela, tá bem pequenininho ainda princesa

Alícia: ele vai crescer até o meu tamanho mamãe?

Japinha: vai sim filha, mas primeiro ela vai nascer, aí ainda vai ser pequenininho e depois que ele vai crescer mais - elas ficaram conversando e a Alícia fazendo várias perguntas, fiquei admirando as duas até o meu radinho tocar

Emergência na boa, Vieira tava me chamando com urgência, então eu levantei da cama, me arrumei e subi o morro correndo pra ver oque era

Cheguei lá tava geral na minha sala, entendi nada e já fui perguntando os bagulho pra Vieira

Romário: solta a voz, porque geral tá aqui?

Vieira: é o seguinte, precisamos sair em missão com urgência, tem polícia metida com traficante inimigo nosso querendo matar você, papo de mais de 100 pessoas, tanto polícias quanto traficante, aparentemente ficaram com raivinha que não conseguiram te prender e mandaram aqueles cara lá pra te matar, como não conseguiram, tão querendo fazer pior, querem a tua cabeça e a da sua família junto

Romário: esses filhos da puta - soco a minha mesa com o maior ódio, ódio misturado com angústia - como tu descobriu isso?

Vieira: peguei dois muleque passando informação pra polícia, esses dois foram os mesmos que deixaram aqueles dois entrar aqui pra te matar

Romário: onde eles estão?

Borges: na salinha, já demos um trato mas nois tava esperando tu pra decidir oque fazer com eles

Romário: quero nem ver esses putos, pode cortar eles todinho e tacar fogo - ela concordou com a cabeça e foi fazer oque eu mandei com outra vapor - o resto tá dispensado, só quero a Vieira aqui - todos concordaram e foram embora

Vieira: querem a Mel também - olho pra ela

Romário - esses desgraçados tão mexendo com a pessoa errada, vão se fuder na minha mão

Vieira: como nois vai fazer isso? E como vamos tirar as meninas daqui?

Romário: ninguém vai sair daqui - ela olha pra mim

Vieira: como não Sabrina? Querem matar elas, uma coisa é nois, outra coisa é elas mano

Romário: eu sei disso Clara, porra, mas não dá pra arriscar tirar elas daqui, aqui pelo menos tem como nois proteger elas, e lá fora? Tu confia em alguém? - ela fica quieta - foi oque eu pensei

Vieira: mermo assim mano, nois tá com pouco vapor e pouca carga, não dá pra proteger ninguém sem armamento

Romário: pera aí - sento na minha mesa e pego o meu telefone

Vieira: vai fazer oque?

Romário: ligar pra uma amiga, ela deve ajudar a gente



Continua

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